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domingo, 5 de janeiro de 2014

Para não me esquecer - Lest I forget

Da série: Coisas que quero anotar para não esquecer de quando ela era pequena.


1. Quando ela era reçem nascida, tinha períodos do dia que ela chorava muito sem que eu conseguisse acalmá-la com facilidade. Não sabiamos o que era – cólica? Sono? Fome? Tinha dias que eu chorava junto com ela, numa intensa aflição. Durou pouco essa época, mas ficou bem marcado…aí eu colocava ela no sling, ou simplesmente pegava nos braços mesmo e descia com ela…para a frente do prédio ou então no pilotis, onde tinha bastante vento e o som do mundo com pressa, algo tão longe da minha realidade. E inventei a musiquinha assim “vamos lá pra baixo, vamos lá pra baixo, onde tem ventinho e sonzinho de carro” repeat, repeat…E ficava com ela até dormir, ou até acalmar - eu e ela. Às vezes ela voltava a chorar quando eu voltava para o apt…as vezes nao. Mas a musiquinha ficou e me lembra de um período tão tenro de nossas vidas, onde nós duas estávamos cruas e sensíveis, tendo que nos proteger dos estímulos fortes e por vezes agressivos desse mundo.
Antes de ontem me lembrei com nitidez disso quando tive que descer com ela quase 11 da noite e ela não dormia e chorava com qualquer coisa (e eu também!!), catei ela no colo, de pijama e tudo (eu!) E sentei com ela na frente do prédio e balancei, balancei minha menina de um ano e três meses e cantei, "vamos lá pra baixo, vamos lá pra baixo…" e assim, devagar…ela se entregou, talvez se recordando de um tempo longínquo…e dormiu. 


terça-feira, 9 de julho de 2013

About Fear - The 9 Month Journey So Far

I want to register some things about the first months of Cora, about her little baby months before I forget. I already forget. First of all, I remember the FEAR. I felt so much fear with this tiny little creature in my arms, sooooo fragile, so brand-new, so needy, so baby!! And the responsibility scared my very bones. I was so tense and tired and weepy those first few weeks. My body ached, my belly ached from the surgery, my head was in all sorts of places - some dark ones too, because it was all so LONELY, being a mommy. For all the help one can have, it is lonely, for the changes going on in your soul are so indescribable, so far away from everything you used to know...It's like being bitch slapped into maturity. A very harsh awakening, at least for me it was. My body is softer and squishier, but the edges are worn and sharper. That's how I feel. I look at pictures of myself and have no idea who that person is. I've had so little time to feel like ME that I've lost me somewhere along the way. I think this might be a permanent thing and that whenever the time for this comes around again, I will have to reinvent this idea of me. I don't think the old me will be anywhere in sight. This is so very, very adult and abrupt, it's absolutely frightening. It's frightening to come home from the hospital all cut up, puffed up like a balloon, shocked still from the birth experience, not getting anywhere near enough sleep and expected to deal with it enough to care for the little creature. I remember when the fog started to clear, when things started becoming a bit less heavy, and I could smile and enjoy her presence...I was in her room, in our chair and I started feeling the joy of it and it made me want to laugh out loud, because things had been just plain awful until then and I hadn't had the courage to realize it, because that would just be impossible to deal with. Once it felt better I was able to realize what had happened and breathe a biiiiiig sigh of relief that it was showing hopeful signs of getting better. Amen. 

Now she's a big baby - a moving baby, dancing, singing and playful baby. it's SUCH a different roller-coaster ride now, completely different from my drooling spaced out inch-worming baby. I am grateful for that, because as much as it is still all-me consuming, it does get easier and our love affair does get stronger.



Us at the hospital
Me yellow. Me petrified and very much that little baby I hold in my lap.


Us a month ago. Less scared, but still a bit. And it's ok. 




sábado, 27 de abril de 2013

I am still very much a baby


In a good way.
What I mean is:

Here I am, sitting on the floor of a dark room, beside my daughter who has just fallen asleep to the sound of lullabies and the touch of my warm lap...and I lay her down in bed and tuck her in with Bunny, my old Bunny who heard a lot of my tears and kept a lot of my company when I most needed it...
I lay here with him when I feel particularly vulnerable, when I feel like we both need some sheltering form the world.

I worry. I worry I won't be able to shelter her for too much longer, and that breaks my heart. I know that's the deal, I know children aren't ours to shelter forever and so on...but still, it breaks my heart. She's a tiny baby, for christ's sake. I think I should be very well justified in protecting her like a mama LION from annoying family comments and interventions with her. Family scares me more, much more, than any stranger on the street with inconvenient nosing in. At least they are strangers I never have to see again. Family, no. Family I see over and over and over again. Family has power over decisions, over self-image, over ways of doing things.
I hate so many things about how some people treat her, disrespect her. It drives me nuts. Nuts? No, it drives me bloody rabies mad. So when I lay her down with bunny, when I kiss her goodnight over and over again, when I imagine all her owl-angels, I really am seeing me there as well, laying down with her, sheltered down there with her.

She's my best guardian angel.

domingo, 10 de março de 2013

Remodeling

Hey there. Me. Yes, me.
Tá na hora de se focar, de tentar pelo menos. As energias puxam para a dispersão e eu quero foco. A cabeça está no ar, na tontura, eu quero chão. Terra. Conexão com o que está na minha frente.

Estão tentando me puxar para uma conexão para além do que está na minha frente? Será que o aprendizado é esse? Poder doar minhas energias a duas dimensões ao mesmo tempo? Isso seria um feito e tanto.

Mas é assim, vida, energias, ou quem quer que esteja me puxando para lá:
Cora. É prioridade. Cora e eu, por extensão. Cora, eu e Ez, idem.
Esse é o triangulo fechado e qualquer coisa que tente se adentrar e cortar qualquer lado desse triângulo não é bem-vindo. Se puder ser de forma mais harmoniosa, agradeço e juro que tentarei colaborar.

Ouviu? Ok. Amen. Obrigada. Tchau.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Algo muda

Sabe quando algo muda, no ar? Em volta de você? Cheguei em casa ontem e senti isso com muita força. A preta velha estava certa..."você vai se surpreender" e ai deu uma risada gostosa.
As horas caíram de volta para seu lugar de pano de fundo e não como tic tacs de 1000000 decibéis.
Em casa, de repente, você se sente em casa, o coração acalma, a sujeira já nao incomoda do mesmo jeito. Algo se afrouxou.
Acordei de manhã e o dia não parecia tão ameaçador, a cama parecia muito muito confortável e acolhedora. Nada é tão urgente ou impossível.
enfim.

Algo está virando CASA.

domingo, 22 de julho de 2012

Rabugices e paradoxos da gravidez


Que paradoxo. No momento em que a natureza mais te chama para o interior, para seus instintos mais básicos, para o aqui-e-agora encarnado no teu umbigo, a grávida também vira algo extremamente exposta e pública. Passe mais de 2 segundos com qualquer estranho que logo vem a bateria de pergutnas…quantos meses, menina? Menino? Tem nome? Saco. 
Eu tenho sentido esse chamado para me interiorizar cada vez mais e mais forte. Acho que falo menos, escuto menos, me importo menos com coisas além do meu âmbito ou interesse imediato. Nem mesmo com minhas colegas grávidas sinto o apelo de trocar amenidades. Pois essa brecha também existe, firme e forte – basta duas grávidas se encontrarem que parece haver uma obrigação em trocar figurinhas e comparar estados. Participo o mínimo possível, me atendo a questões de se está tudo bem, quantos meses…mas nem me importo em pergutnar se é menino, menina, se tem nome, etc…Já acho íntimo demais –  acho um saco quando me pergutnam, então deixo para lá. Que diferença faz para mim?
Não consigo pensar em outro estado que gere tanta intimidade com estranhos quanto a gravidez, realmente não consigo. Tudo bem, dá para entender…há uma certa aura, uma curiosidade, um fascínio pela criação da vida, etc. etc…mas lidar com isso dos outros enquanto se está grávida está provando ser algo puxado para mim. Imagino que tenha gente que goste, que não se importa nem um pouco em ser alvo de atenções e pergutnas, que goste de exibir a barriga e os dados obstétricos, tudo bem. Eu que estou cansada disso, quero hibernar no meu cérebro mamífero e não ter que dar mais essas satisfações…ainda mais agora, “perto” que estamos do parto, as perguntas começam a se forcar nesse evento, como se eu pudesse saber de tudo que vai acontecer no dia, na hora. Parto normal ou cesária..ok, estou programando normal, mas é Deus quem sabe mais do que vai ser. Que dia? Ai que saco, já comecei a dizer, última quinzena de setembro, isso de se dizer uma data me parece uma piada, tanto porque já recebi 3 DPPs confiáveis, então tanto faz. Médico (como se fizesse diferença, você vai conhecer?)/hospital? Aí já invento qualquer distração para não ter que entrar na questão do domiciliary, pois dependendo da pessoa já dá margem a toda uma conversa na qual tenho que justificar essa escolha e apresentar todos os dados de segurança. Que mais? Ah, sim, as histórias de fulana filha de fulana prima de fulana que teve nenem a outra semana/outro ano/vai ter em dezembro…que diferença faz isso para mim? Sim, sei, estou chata. Mas sinceramente, que diferença faz a história de fulana para mim? E tem as perguntas do tipo “tá preparada?” ou “tá com medo?” ou “tá ansiosa?” Sim e não, sim e não, sim e não. Não tenho respostas simples para ninguém.

Enfim, acaba cada um seguindo a vida, cada estranho saindo do elevador no seu andar e que diferença fez?

Existem pessoas certas para fazer certas pergutnas. Essa é minha conclusão.
Shhh!!

sábado, 29 de outubro de 2011

Kinks


I started educating myself on the history of rock n roll. I've always been so hopelessly ignorant on all of it I finally felt ashamed enough to do something about it. With the help of one of my students, I now have a basic idea of how it all flows (from The Kinks, Elvis, Ray Charles to progressive to hard rock to punk to grunge to independent...) and have started with the aforementioned The Kinks. I just put a playlist on grooveshark and get acquainted. It's nice.
Then I'll move on to the next of millions of bands that have resulted since the 50's. Quite an endeavor!

On a different note, I am so angry at the world and at myself I am able to see it oh so clearly. I can actually see that the anger I direct at myself, with my semi-suicide or self-harm impulses - they are actually rage at life in general and I don't take them quite so literally. Thank god.

At my job, people are telling me to not take things so seriously and just face it like the job that it is. "It's just a job!" ... .... ...
I realized that's where we diverge in thinking and attitude: this isn't just a job for me.

This is my LIFE we are talking about.

This job will never be "just a job". There is too much at stake. I feel everything with the life and death urgency that it is. I left another job (which was in itself a big leap of faith and a great personal challenge for me) to place all of my tokens on this one and I have no idea what I'm doing, basically, other than wishing and hoping and waiting. When waiting turns into results after some months, I go ballistic, because the results aren't really what I wanted but then again, what did i want? How can I get angry at life if I don't even know what my expectations are?

So I cried yet again - cried cried cried with all of this bubbling about, erupting in one dangerous volcano. I made 10 thousand resolutions and get away plans. Yeah, you really got me, you got me so you don't know what I'm doing, so I can't sleep at night!
And then I woke up. All I feel is tired and sleepy and with some coffee in  my tummy I'm heading out to honor my commitment, like "a well respected man"- cuz his world is built on punctuality, it never fails. And he's so good and he's all so fine...

sábado, 1 de outubro de 2011

Hey, arrête la folie. arrête ta folie!

Da ascoltare mentre leggi: 
To listen to while reading:

http://www.youtube.com/watch?v=tGkw1VSUlfo&ob=av2e



Still feeling crazy inside. Feeling crazy angry at a lot of things. 

Arrête ma folie!!

I´m wondering what my next long trip should be. Where to, what to study, what to see, what to photograph...I´m dreaming with my eyes open, dreaming of the next train out of this city.

The more I talk about this the more I realize what a crazy city this city is. I mean, it is MY city, I woke up here - oops, i meant to say I grew up here (freudian slip?), so it will always be MY city and I will only accept criticism from people who actually live here. Like criticizing your family members..you can do it but if someone else does it, get out of the way!

I´m tired of the bubble land of civil servants, where all the prices are adjusted to THEIR possibilities. I´m sick of it being so expensive to live on your own, to pay for gas, to pay for bread. I´m tired of all the status symbols people use around here, ranging all the way to brand of their baby clothes, the gyms, workout clothes, your disney vacations , to the schools these brats go to, to the yogoberries. So healthy, soooo american. I´m tired. Yes. You get the point. I don´t care.

I´m tired of living in a place where NOT being a government employee means having to work 12-14 hours a day to make a decent living, and then you dont have any time to enjoy your new found living. I´m tired of HAVING to own a car if I want to maintain my lifestyle - I can´t count on effective or even cheap transportation. If I have at less than an hour to get anywhere, I can´t count on public transportation. I could, but then I´d have to either work less or sleep less. Both essential. 

YES, I am so angry!!

I´m angry I can´t change things without making a big mess in everyone´s lives. I´m angry I actually care about other people´s lives. I´m angry they aren´t thinking of mine. 

Is there a way out?

Now you must listen to this song and watch the video...it´s a fantasy, getting on a horse and that´s it.
http://www.youtube.com/watch?v=fmaSCvN5YDE&feature=relmfu

I can´t even write logical sensible sentences, taht´s how upset I am right now. What does it take to change?? HOW?? HOW?? What do you do when words are not enough and people are not LISTENING to you?
Logically I would say - you stop depending on words and stop depending on people to make your decisions. Not all people, just that people who are not listening. 
Do not leave this page without having listened to the songs - half of what I´m trying to express is in them!

Calamity Jane, Calaaaamity Jane, calamity Jane, caaaaalamity Jaaaaaane....

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Post-Antihistamine Daze Writing

Acabei de ler em uma revista de 1 euro e 80 centavos de psicologia que escrever todo dia têm poderes terapêuticos...e me dei um tapa na mão mentalmente pois tenho deixado essa atividade muito de lado. Nem precisa ser aqui no blog, mas em geral, tenho deixado de lado esses preciosos minutos de escrever sobre tudo e qualquer coisa. 
O artigo diz que o mais importante dessa escrita, para ser terapêutica, é que ela integre suas emoções, pensamentos e qualquer outra coisa sobre o tema, especialmente as emoções negativas...Sei que nãoe stou muito coerente, perdoem-me, estou até aqui de medicação anti-gripe e anti-alérgica depois de trabalhar 12 horas e ainda ter que dar aula.

Ou seja, quero escrever sobre meu cansaço e a descoberta de que tudo tem limite. 
Sim...Não me arrependo de ter aceito esse novo desafio de tomar conta do "marketing" para o novo programa e também continuar com as minhas aulas nos horários mais esporádicos. Não me arrependo pois foi um ato de fé, de me jogar e de perder alguns medos. Foi importante. Agora chega. Não vale a pena enfrentar todo touro no meu caminho só pra provar ao mundo que não tenho medo. Eu já entendi algumas coisas. 
Então vou seguir adiante da melhor maneira possível e depois voltar a me dar alguns limites e luxos. Vou botar limite em ficar aqui o dia inteiro (ou seja, nada de 14 horas!!) e vou me dar o luxo de reservar tempo para fazer absolutamente nada se eu quiser. Ah! Que bênção essa permissão que estou me dando. 
Os extremos são importantes, nós aprendemos muito através do contraste. Precisamos da dor para apreciar o bem-estar, da solidão para valorizar as pessoas queridas, etc., etc...até do trabalho para apreciar o tempo "ocioso" e do tempo ocioso para valorizar o trabalho. 
Vou entender essa fase como parte deste aprendizado maluco que tem sido esses últimos anos e pronto. Nada de crise. Meu corpo vai se recuperar, nem que eu tenha que esperar até agosto. Até lá vamos dando nosso jeitinho e cada dia fica mais fácil. 
Obrigada, minha escrita, obrigada, minhas palavras...Mes amies!
Demain, je commence mes leçons de Français! Oooh lá lá! Je suis contente! :) Sera une chose pour moi seulment!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Monday Coffee


The taste of Monday morning coffee, like the sun and the cold air through my car window; this week comes with a bout of promise.
This is week 3 of transition mode, and it's been soundtracked to Ingrid Michaelson quite a bit of the time.
My photo project is coming along quite nicely, I am up to my college years, which means it's ending.
Which means that next step is printing more pictures that have been sitting in my computer, waiting patiently for their release.
I love these new feelings, this flow of life going through me. That flow that like coffee, has a distinct taste of its own: the taste of a new life phase initiating. A rite of passage, if you wish.

sábado, 30 de abril de 2011

A Frog Pondering


Me sinto burra e contente ao mesmo tempo.
Descobri hoje, ou melhor, pude sentir em cada célula do meu ser hoje, que estou feliz e que isso basta.
Percebi que não preciso mais buscar insanamente algo que está fora do meu alcance, sempre...está bem diante do meu nariz, debaixo dos meus pés, nas minhas mãos.
O que tenho me basta, o que tenho é lindo, na verdade. É aquela velha história de não dar valor ao que se tem e só descobrir quando se perde - só que no meu caso, não tive que perder nada, só me dei conta de repente não mais que de repente. Estranho?
Não subestime o valor de saber o que você quer e gosta na vida. Não saber pode te levar por caminhosos tortuosos tentando descobrir, mas enfim, caminhos necessários se você insiste na dúvida, claro. Quem sou eu pra saber qual é o melhor caminho. Acho melhor reconhecer o que se tem do que ser feliz sem estar ciente do fato. Ou seja, sentir pela comparação do que se é estar infeliz a felicidade. Pra mim foi necessário, pois isso tira a parte do "e se" eterno e vicioso. É nesse sentido que falei no começo que me sinto burra...penei muito pra perceber que onde estou é onde quero estar.
Ah, e não entendam "estou" como fisicamente estou aqui fazendo isso...é isso também! Ai ai ai ai ai, muito amor!!

Mica male, né? Ainda bem.

sábado, 2 de abril de 2011

Enjôo e muitas coisas


Talvez não tenha uma coisa a ver com a outra, mas estou extremamente enjoada e estou ligando o mal-estar ao vivencial que tivemos no curso da pós hoje. Aliás, não faz sentido, saí de lá me sentindo muito bem. Porém, ao chegar em casa, de repente me bateu algo no estômago, algo visceral que primeiro traduzi como possível síndrome de retirada do Lexapro, pois fiquei um, talvez dois dias sem tomar. Esqueci, simplesmente. Então tomei logo pra ver se passa. Mas também não faz sentido, ontem a noite senti o mesmo enjoo, só de noite...então, weird.

Agora, ao pensar no vivencial, o enjôo aumenta.
Saí mexida, fazia tempo que não me sentia assim lá no curso - participante e querendo estar lá. Meu deus, QUERENDO estar lá. Isso foi muito confuso. Pensando bem, pode ser que o sentimento da terra estar girando seja o responsável pelo enjôo. Me vem tristeza de algo que fui deixando de lado e agora não tem como recuperar, já passou. Me vem tristeza de que não consigo me enxergar direito no meu presente, não me identificar com muito do que faço e ter que fazê-lo mesmo assim, nada mais nada menos por que comprometi a dar uma chance ao novo.

Agora, ao escrever sobre o enjôo, quero chorar, o desconforto é grande. Não entendo se é emocional ou se quero chorar por me sentir mal.
(Vão ter que aguardar o andar da carruagem e atualizações do grande mistério)

Sinto tudo girar, tudo girar, girar, girar, literal e metaforicamente. Estou num lugar muito familiar, porém que eu acreditava não existir mais, ou se impossível de re-localizar, pois toda vez que tentava acessar, minhas energias congelavam em volta de mim feito uma parede de tijolo.

Ontem eu tive um estalo: "terminei o estágio??!"
Eu não conseguia acreditar que se passaram 6 meses...que tinha cumprido o contrato com os clientes e além do mais, escrito um trabalho sobre um deles, apresentado e obtido bom resultado. Difícil transmitir meu espanto com isso. EU TERMINEI! Nunca mais, nunca mais...e além de: eu consegui! eu consegui?
COMO ASSIM? Onde estava eu nisso tudo? Me parece uma vida atrás. Foi tão difícil que seccionei esta parte da minha vivência de mim mesma. Era tão aversivo que me retirei e agora eu olho pra trás e não consigo entender o que aconteceu.

Outros estalos: Estou trabalhando numa ESCOLA? Como foi acontecer isso? Uso uniforme todo dia e bato ponto...e cuido de crianças e troco fraldas e conheço um monte de professoras? COMO ASSIM?
Gira cabeça, gira...
Sinto falta de mim.
Ai, que agonia esse estranhamento. Quero meu chão de volta!


P.S. Ao terminar de procurar a imagem para postar aqui, o enjôo melhorou...mais ou menos. Talvez minha teoria do remédio esteja correta. Agora tchau, vamos ver House!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E lembrei de um tempo...

"Here I stand six feet small
and smiling cause I'm scared as hell..."

 (J. Mayer)




Hoje o post foi presenteado...as letras da música abaixo dizem muito mais do que eu poderia sonhar em dizer hoje...
Seja pelas crianças que choram e se aconchegam no meu colo agora diariamente, seja por eu mesma.


Poema (Cazuza/Frejat)


Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dad Here

Funny having my dad here.
Funny getting home and seeing his shirts hanging by the window and have his Flex shampoo smell in the house as soon as I walk in. It's nice, though, don't get me wrong. Funny and nice. A pleasant difference in my routine.

And funny the way it is...I wrote about psychology the last post and missing it and all that...But during class I was not missing it at all, I actually missed my baby-students. I felt nauseous and uneasy with all the Buber talk, all the therapy talk. I felt sick when the professor went on and on about existential difficulties and impossibilites, corroborating all my recent soul-seeking and questioning.

So, go figure.

sábado, 25 de dezembro de 2010

25 de Natal


“Somedays aren’t yours at all, they come and go as if they’re someone else’s day.”

Então, chega.
Tem dias que não são nossos mesmos...e esse 25 de dezembro com certeza não foi o meu.
Acabei de derramar todo o resto do macarrão que seria o meu jantar na pia da cozinha.
Aaaargh!
Acordei 7:30 da manhã de Natal com um alarme, arrancada de pesadelos horríveis com pessoas esquisitas para ir buscar minha irmã no aeroporto, chegando dos US of A para passar essa época de festa aqui nos trópicos.
Passei dia 24 levando minha mãe no aeroporto para ela ir ao 2º o 1º lar dela agora em Pipa, RN e depois fui para a casa onde a família do meu namorado se reuniram para suas tradicionais tradições.
Foi bom, o climazinho de roça, a chuva, o temporal, a falta de luz em alguns momentos, a brincadeira dos presentes, a comiiida gostosa. Sou muito grata a eles e a maneira que me incluem com tanta aceitação e liberdade. Além do mais, ganhei um gato FOM! (Ele se chama Fom)
Mas não foi fácil
Natal sempre me faz refletir sobre minha família e sobre o significado disso tudo. Causa verdadeiros controcionismos mentais.
Minha mãe está contente de estar em Pipa, com novos amigos, isso eu sei, e estou grata de não ter que passar mais um Natal comendo qualquer coisa que tivesse na geladeira e assistindo televisão e ouvindo minha mãe dar o sermão do “a sociedade enfia tanta ladainha na nossa cabeça, Natal é como qualquer outro dia” e ganhando algum presente randômico que não tem nada a ver comigo só porque ela não tem a manha nem a paciência de escolher presentes. Já contei a história do xampú, né?

“This is what Christmas does to us, we put too much meaning in it and it ends up letting us down.”
Acabei de ouvir isso na TV na série com tema natalino que estou assistindo (porque QUALQUER coisa que passa no dia 25 tem que ser de natalino...)

Então, voltemos a história.

Acordei 7:30, acordando ansiosa já mas encarando a bruta realidade, tudo bem, vamos nessa, meu fiel companheiro de aventuras ao meu lado e meu palio...all the way to the airport about an hour away.
So, I’m grumpy.
Aí também tem o pequeno fato que fiquei menstruada no dia antes de *surpresa* (surpresa legallll) e estou com cólica e tremendamente hormonalmente sensível. E com gases. Beleeeza. Com sono, gases e cólica. Ah sim, e nem mencionei que no dia anterior quase morri enfiando uma mão numa faca gigante sem querer e me espetando. Não foi nada demais, mas como diz meu namorado, joguei xadrez com a morte! Foi uma sensação estranhamente bizarra e perturbadora sentir a faca entrando e depois tendo o furinho na mão e uma dor pulsante nos nervos. Então pelo amor de minha necessidade de dramatizar e exagerar, isso estava no campo desta manhã fatídica.
Adicione a tudo isso a ansiedade embutida no pegar um parente no aeroporto vindo dos EUA, algo nada emocional para mim.

Estou insuportável, mas conseguimos chegar até o aeroporto e consigo minimizar a vontade de chorar que fiquei o caminho todo combatendo (isso que só são 9 da manhã).
Ok. Beleza, o vôo dela está no monitor, na hora! Esperamos, esperamos, esperamos.
E nada, nada, nada.
Fome, fome, fome.
Vou comer um pão de queijo e tomar café, ta demorando demais...
Por favor, um café e um pão de queijo...
6 mil reais senhora.
Heiiin?
Ta bom, ta bom, cafeína a esta altura vale 6 mil reais.
Nada de irmã chegar. Estou nervosa, preocupada. Não tenho o número do celular dela e não sei o que fazer...não sai mais ninguém de lá dentro.
Ligo pra mãe, sem sinal.
Ligo pro pai, não está em casa.
Vamos ver Internet, vai que mandaram algum email avisando algum imprevisto?
Sim, sim, vamos!
Oi, por favor balcão de informações, onde há um cybercafé ou lanhouse?
Ah, não tem nada aberto hoje.
Ah.
Obrigada, I think.
Vamos procurar o balcão da Delta.
Não existe balcão da Delta, todos sumiram e só tem um gerentezinho sobrecarregado lidando com pessoas que perderam conexões. Pede para a gente esperar 20 minutos enquanto terminam a “operação de chegada” sem nem escutar o que falávamos.
Tenho a brilhante idéia:
Vamos ligar para alguém na manhã de Natal (acordar alguém, em outras palavras) e pedir para que acessem meu email e ver se tem algo lá que ajude a desvendar o mistério?
Eba, vamos!
Primeira pessoa, não atende.
Segunda pessoa, acordamos e está na cama ainda.
Terceira pessoa, não atende
Quarta pessoa, atende! Muito bom, obrigada Natalia.
Ela liga o computador, entra no meu email e lê o email de Laisa Bellomo: vou chegar no dia 26 porque mudaram meu vôo.
Grrrrrrrrrrr.
Vamos embora. Sem antes pagar 100000 reais por ter estacionado um carro por 3 horas.
Super.
Voltamos para a roça e as festanças natalinas. Estou num humor que Deus me ajude e Deus ajude o Ez.
Chegamos, explicamos o malentendido a todo mundo que aguardava pela chegada da irmã internacional e comemos café da manhã quase meio dia.
Vemos um filme, melhoro um pouco.
Durmo quando era pra almoçar, almoço quando é hora de dormir.
Chove e chove e chove e Ez dorme e dorme.
Leio meu livro com meu recém descoberto astigmatismo e combato ferozmente a dor de cabeça que quer chegar. Sou mais forte, vou ler esse livro!!
Decido ir embora, preciso dar comida aos pobres gatos abandonados e preciso me recompor, estou uma pilha de nervos.
Me despeço com uma clássica crise de choro e chego em casa.
Tomo banho.
Finalmente, talvez algo melhore agora, o choro tem essa capacidade.
Até que ajudou, estou aqui com minha Sony vendo séries que me fazem sentir em casa e me certifiquei que os gatos estão bem e sem ressentimentos por terem passado a noite de Natal sozinhos...
Decido que está na hora de comer,
Voltamos ao início dessa história, o macarrão derramado na pia. Nem me abalei. Quis rir, na verdade. Peguei o resto dos nuggets e pus pra esquentar. Fazer o que...
Agora vou terminar este post para ir comer os benditos nuggets que acabaram queimando porque esqueci deles enquanto escrevia tudo isso. E não tem ketchup. Super! 

Realmente...Let it go.
Desejo a todos um feliz dia 26 de dezembro!!

:)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Follow the Day

Follow the day and reach for the sun




Some motivational words from your sponsors...


I'm trying to remember how I dealt with this exact dilema about a year ago, when I almost quit my course. How did I keep going, how did I give in to flow of things and let go?
I remember vaguely.
Something about giving up on wanting to know about the day after tomorrow, on not really worrying where that could take me as long as I was doing well in the here and now zone.
Actually, it wasn't so much a choice as me realizing that I could either give in or I could give out. It was about being so incredibly tired of worrying and surrendering. 
Something about doing the best I could in the present situation with what I had and not making things be so important and life or death. 


Stepping back a bit.


Cutting myself some slack.


That sounds good.

domingo, 28 de novembro de 2010

What Dreams May Come

Em breve, mais um mês desse ano se encerrando e trazendo consigo dezembro, bendito dezembro com todas suas emoções e conclusões.
Não pretendo escrever um post de revisão do ano, ainda há tempo para isso, só comento que o final de novembro pode ser tão significativo quanto o resto. Em dezembro, é oficial. As luzes pisca pisca se acendem, a cidade se ilumina e os semestres se encerram. No ar pende o sentimento de que algo está chegando a um fechamento, goste-se dele ou não.
Penso no ano que vem e nos rumos que virão. Nos rumos que se apresentarão, nos que serão escolhidos e nos que serão impostos. Funny the way it is...

What dreams may come

Penso nos sonhos e as vezes no abismo entre o sonho e nas ações necessárias para alcançá-lo. Por que tanto medo? Medo de se conseguir o que se quer, de ser feliz? Melhor ser infeliz no conhecido do que se aventurar no desconhecido? Ou medo de se ter e depois perder? Mystery to me.

E a chuva cai e cai, mas só chove e chove

domingo, 14 de novembro de 2010

All Together Now


Se não vou até os países, os países que venham até mim.
Lendo jornais onLine, os principais do mundo. Anotando vocabulário, expressões, maneiras de dizer.
Il Corriere della Sera, La Nación, El País, Le Monde, The New York Times, etc...
Entro num mundo paralello de verbos e expressões idiomáticas. Tento me colocar nos cérebros nativos e isso já ajuda o eterno desejo de conhecer tudo que há e fazer parte.
Que venham mais traduções que me "obriguem" a fazer o que mais gosto e ainda ser renumerada!

Vamos dar um jeito, vamos dar um jeito de ficar aqui, de ir pra lá de morar aqui, de morar lá, de morarmos junto, de estar com eles de estarmos com os outros eles, de ficarmos nós dois, de equilibrar família, casal, profissional, pessoal, presente passado e futuro. Faço o que for preciso para dar esse jeito, "dar um jeito" e continuarmos felizes, juntos. 
Vamos conversar e rir e chorar ainda muitas vezes e vou dizer e repetir e repetir: TE AMO!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Decifrando psiquê


Antes de sair para um novo empreendimento de conquistar mais um possível aluno, tenho que sentar aqui e me orientar. Me sossegar. O cafezinho com leite está aqui ao alcance, minha mamadeira de adulta. 
Impressionante, mas diante dessas situações de novas possibilidades de trabalho ou de estudo (ou seja, coisas que me levariam para frente e me promoveriam) eu tenho a mesma reação que tenho desde a adolescência ou talvez até antes. A primeira reação é de sair correndo e evitar por completo a situação. Quando não sucumbo a esse impulso e decido encarar, vem o pânico que se avoluma em escala monstruosa. Essa semana foi dito e feito, nova aluna querendo me encontrar para conversar e já estou com a sensação de estar indo para minha morte, morte disfarçada no formato de um almoço amigável. Não me enganas! 
Aí sentei pra pensar, que bendita reação é essa, reação arcáica e que já passou da hora dela mesma morrer? 
A frase que sempre vem implícita nesse medo é: vão me pedir pra fazer algo muito além do que sou capaz de fazer, e vou ter que aceitar porque não posso decepcionar. 

Epa! Luzes vermelhas se acendem..
Isso não me soa estranho...e nem me parece tão sem sentido assim...é só deslocar a situação a 10 ou mais anos atrás, mudar o cenário para outros tantos, mudar a aluna por outra pessoa...e VOILA, muitas situações em que...como era? Ah sim, me pediram para fazer algo muito além do que eu era capaz de fazer e tive que aceitar porque não podia decepcionar.

Ó psiquê, nem és tão misteriosa quanto te fazes parecer...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

French Bubbles

My brain is bubbling with French now. Actually, bubbling with grammar world-wide. It sparks me to life as new vocabulary enters my neural connections and my world can make sense in different languages. Fascinating. Fascinating to give someone this view through teaching, as well. Teaching the basic "I eat, I don't eat, Do you eat?" may seem boring but to me it's nothing short of a miracle, like hearing a baby gurgling its first words. Where and what is the magic step between exposure, teaching, repeating, learning and KNOWING? 
Whatever it may be, I love it.
craindre, peindre, devoir, faire, tenir, venir, aller, falloir, vouloir, connaître, avoir, savoir, partir, choisir, épeler, acheter, voyager, bouger, travailler, visiter, accepter, aimer, étudier, habiter, parler, manger.
Sont le mons que vont tres bien ensemble, tres bien ensemble


BTW, for all you language users, learners and lovers, here's one of my favorite and most used sites ever: www.wordreference.com. Check it out...


My dizziness ensues. Let me try this out...J'ai mal à la tête! Oh la lá!
If I try to describe what I've been feeling of late, I'm pretty sure I'll get strange looks followed by inpatience followed by no importance given to the hysterical psychossomatic woman. It feels like something I could call a headache but I know it's not, for it feels like a hole opening up in the middle of my brain, making me dizzy and nauseous. It variates in intensity throughout the day but it's always THERE, just THERE, pulsating and waiting. Then it clenches and squeezes and opens the hole even more and suddenly, where is it? At one point this afternoon, I didn't feel real to myself, I felt like I was floating away and disappearing. I seriously felt fretful for my sanity and even let myself pronounce outloud "Do I exist?". Of course noone caught on or understood my question and I quickly changed the subject into something else. 
None of what I've been living feels real to me. Everything is going well, everything is going smoothly and fresh-yogurtly, yet I have trouble assimilating that it is me in this body and in this life. I see the scenes of my life through some weird mechanism in which I know that is nothing more than memory a few minutes from then, where I know that I can hear, but that doesn't necessarily mean listen. Same for looking and seeing. The more I am learning to just be, guiltless and freely, the more I feel like I'm fading away. Floating, fading, fading, floating.
M'envole, m'effacer
au revoir!