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segunda-feira, 21 de março de 2011

O frio das nuvens

Hoje a cidade não parece meu lar...mais do que não parecia. 
As nuvens estão grandes demais e dizem, vai encarar? E o vento sopra...o que vai trazer?
O friozinho na barriga se manifesta, uma energia em espiral que circula e circula e me deixa com medo.
Prometo cuidar dele num compromisso entre ter que fazer o que tenho que fazer e sentir-lo. 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Scissor-Tired


I guess I'm feeling different than yesterday. I wouldn't say that's better or worse, just different.

The school didn't seem such a provocative place, it was full of paper cutting and colors, things I appreciate.

Drawing and cutting and singing French songs in my head, counting un deux trois under my breath.

Didn't know scissors could make me so tired!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Me silencio

O clima de chuva muda tudo.
Acabou-se a seca, acabou-se o sol escaldante, o ar seco, o céu claro.
Chuva me remete a verão, chuva me remete a Natal, chuva me remete a muito.
A outros tempos, a outra cidade. Os ânimos se interiorizam, a chuva exterioriza algo...algo...

Ainda nem choveu e sinto tudo isso. A primeira tempestade soprará outros ventos e o silêncio se fará em mim. Você foi muito esperado, muito desejado, muito querido.
Me silencio no descanso de tanto praticar a arte de esperar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

My new sweater

Comprei um "new sweater" e apesar das temperaturas por assim dizer, escaldantes, encontro maneiras de usá-lo; O vejo esparramado no sofá ou na cadeira e sorrio, pois é o meu novo casaco. Não é a coisa em si, é o em si da coisa, captou? Nunca pensei que pudesse falar essa frase de um jeito que fizesse sentido para mim! Outra que me veio: não é o que, é o como... :P Gestalt está impregnada no meu pensar, já era. 

   

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Meu novo caderno

Comprei um caderno hoje.

Caderno com cheiro de novo, com páginas que pedem uso, pedem tinta e texto. I think I'm in love with it. :)
Caderno com promessa de novos estudos, nova dedicação e interesse. Se fosse possível, acho que fadinhas e duendes voariam em volta desse caderno. Ou melhor, purpurina com gosto de serotonina.

E é assim...os dias passando, a copa copando e eu blogando. Pisando em bolas e fazendo gols com outras. Yep, I'm a whole new other kind of strong girl now. Ah sim, pros que ficam curiosos, estou conseguindo sentir emoções novamente, aquela seca já estava me drenando de energias, rachando a pele como o chão do nordeste. Choro, rio, fico serena, fico entediada, sorrio, não sinto grandes coisas, medo, amor, vergonha, alegria e por ai em diante...Ou seja, tudo beleza as it should be.  Vendo novos rumos de forma mais concreta, meus insights do parque (veja dois posts atrás) deram frutos e confio como quem começa a confiar na vida depois de muito tempo, de forma cautelosa. Vendo planos, juntando e gastando grana, sonhos e caminhos...Contruindo a cama, como diz o outro.
Glitter smells of promise!

Nesse espírito, mudança de formatação e cores! 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Semiótica do band-aid e cia.


Essa sensação que tomou conta do corpo hoje, a famosa sensação da ressaca do ataque de pânico que passou não-medicado.
Dificilmente me sinto disposta a encarar essa onda, mas hoje foi um desses dias de pensar, poxa, vamos tentar sem os químicos, né? E realmente, passou, lidei, respirei, continuei o dia, bem vivinha da silva. Porém o baque foi forte, o sono pegajoso e as olheiras do cansaço profundo do abalo total que são esses tipos de manhãs. Porque literalmente, tudo treme, treme na base e dá um medo que acho desumano. Medo pela ignorância absurda que sinto diante de mim mesma, da aparente arbitrariedade dos humores que governam, dos deuses que baixam e des-baixam.
Não sei, sinceramente, a que entendimento eu cheguei com os remédios depois desses anos todos. Amor-ódio, meu pior amigo, melhor inimigo, todos os paradoxos pensáveis. Comforto e desassossego, "em tratamento" e "dependente". Certos e errados foram embora faz muito tempo. Melhor e pior também adquiriram um status de relatividade impressionante, tanto que não consigo entrar e me colocar em discussões que envolvam assuntos desse gênero. Meu pensamento dá tantas voltas que no final não sai do lugar.
Tenho conseguido pensar melhor em imagens e agir melhor por atos simbólicos do que por muita racionalidade. Um band-aid no dedo que dói cobre uma imensidão de significados e fornece o embalo necessário. O café com leite ritualístico matinal surgiu de várias manhãs que pediam leite quente e xícaras com corações vermelhos para estômagos chorosos. Tônicos emocionais - toma aqui, você vai se sentir bem e forte. E funciona.
O mesmo vai com o remédio diário e o remédio S.O.S.
Tem um quê de mágico e fantasioso que ronda a ingestão:
O branco é como o gesso para a perna quebrada, para que eu possa correr firme e segura como fui feita pra fazer e já fiz. Guerreira com a perna quebrada, perna em algum lugar flutuante na alma.
O de gotas, para os momentos que a flecha atinge o pássaro voando, como antídoto para o veneno que vai se espalhar. As vezes é a cicuta, que faz morrer com dignidade antes da morte pelo estrangulamento, e daí do sono renasce a fênix respirando tranquila.
Nem sei o que estou falando mais, cito imagens que podem fazer nenhum sentido nessa tentativa de desenho por meio de palavras.
Pão de queijo como o remédio de conseguir descer um pouco mais a terra.
Travesseiro, abraço de fluidos envolventes e do mais profundo aconchego.
Agenda, papel que media meus acordos com o mundo, onde concordo em me comprometer. Por meio de minha caneta e minha letra, não assusta tanto.
O celular, o contato e abraço desejado à distância de um botão.
A caneta como lembrança do meu poder de expressão, de grito se as coisas pegarem.
Versos que quebram a Prosa -
e estabelecem ritmo forçado,
tal qual
o Sangue que pulsa
e rebate,
eterno cantante
do fato
de que viver
foi,
e é,
uma escolha.
Constante.