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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sleepy Rainy Milky Baby Days

I'm kinda bored. It's a strange feeling that seeps in my in between moments, when the house is clean, when the baby is asleep, when I've taken my shower, when I did my daily work quota, when I've taken a nap...Granted, these moments are rare, but some days, like today, the stars align and she takes several long naps during the day. And I find myself at a loss. I don't know what to do with myself and in a panic I walk in and out of her room several times, wondering if I should wake her up. Or have her sleep in my lap. But my arms and back are so tired that I hesitate and think twice before doing that.

So I'm trying to figure out what the hell my life is right now. Normally, when I get this way, I'd go out and do something. I don't know. I'd take another nap. I'd go see a movie. Now it seems so complicated. Seems, I said!? It IS. Staying home with her is so simple, but leaving the front door is like a secret service war operation. I only have two arms, and lugging a nursery with me, along with a 6 kilo baby AND my severe anemia is too much to handle. And the RAIN. Oh god, it never stops raining in this land of extreme weather. We either grow mold with the rainy season, stuck at home in socks, or wither away under the crackling dry weather. 

So anyway. Now, I'm at a loss with my mommy life. I have work, yes, but it's chopped in bits and pieces and honestly not that challenging. Plus, it's lonely work. Doesn't really feel like work. There's reading, which I've been doing quite a lot of. Starting your day at 6AM has these kinds of collateral effects, like being awake and having more time awake. 

My life is to follow her life, which is comprised of sleeping, waking, feeding, pooing, changing, feeding, sleeping, etc. etc...Small changes happen from week to week, but it's still essentially the same routine. I feel stuck in a neverending timeless loop of events. I don't feel time happening.It's all warped and centered around her milky needs. 

What an incredibly scary and fascinating journey this is. What awaits us on the other side? 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

I Was Speaking French


I was speaking French, then I wasn't. Suddenly I lost my breath amidst the rrr's and the eau's. Suddenly my head started spinning, suddenly I got cold and clammy and had to put my head down. Suddenly not even French was enough to keep me going.

Today I broke down at work, it was embarassing but too real to be too embarassing. I mean, whatever, I can't pretend it is what it isn't. It actually didn't start with French, it started before, right before the kids class. I panicked so bad I had to take my meds and then I figure that screwed with my blood pressure. Mixed and brewed with a whole bunch of other factors (moving to Guará, the new apartment and adjustment, my new temporary not so temporary hectic schedule, my psychology course crisis, sleeping too little, Tabita's death, lack of time with family and friends, the dry dry dry weather,  computer problems, personal health problems...what else?)

So I cancelled one class. 
And waited. 
But I couldn't think. I couldn't organize the most basic things in my head. How to plug in my computer in the wall? How to type a lesson? Where to start?? Where to find a place to sit down?
My heart racing, my hands still clammy. I couldn't figure out how to read and how to write and where to begin. So I threw it all into my locker and went downstairs in order to breathe, but all I could do was regress, infantile like, regress more and more, I wanted my mom, I wanted someone to take care of me, I wanted to feel strong, but all I felt was out of control and out of myself. Out of time. It doesn't belong to me anymore and I just couldn't...I just...I needed a break.

So I brokedown and like a broken machine, was sent home. Thank god. I'm grateful for the people who helped me allow myself to go home and just do nothing.

I still feel like crying because tomorrow will be here too soon, but at least I don't have to be up at 6 and I can stay home and DO NOTHING. I'll try my best to become better friends with my new macbook...right now I actually have developed bad feelings for it. :( I feel frustrated and angry at myself cuz it's a freakin expensive and freakin wonderful laptop, but I don't feel comfortable and I feel stupid when I use it. 
I miss just plain ole windows. Maybe I'm not cut out to be a mac person, maybe I haven't evolved that far yet. :P

(when will it rain??)

I don't know where to start tomorrow but fortunately for me, it is not tomorrow. It's a good sign, however, that I am able to write about it now...good sign.

sábado, 25 de dezembro de 2010

25 de Natal


“Somedays aren’t yours at all, they come and go as if they’re someone else’s day.”

Então, chega.
Tem dias que não são nossos mesmos...e esse 25 de dezembro com certeza não foi o meu.
Acabei de derramar todo o resto do macarrão que seria o meu jantar na pia da cozinha.
Aaaargh!
Acordei 7:30 da manhã de Natal com um alarme, arrancada de pesadelos horríveis com pessoas esquisitas para ir buscar minha irmã no aeroporto, chegando dos US of A para passar essa época de festa aqui nos trópicos.
Passei dia 24 levando minha mãe no aeroporto para ela ir ao 2º o 1º lar dela agora em Pipa, RN e depois fui para a casa onde a família do meu namorado se reuniram para suas tradicionais tradições.
Foi bom, o climazinho de roça, a chuva, o temporal, a falta de luz em alguns momentos, a brincadeira dos presentes, a comiiida gostosa. Sou muito grata a eles e a maneira que me incluem com tanta aceitação e liberdade. Além do mais, ganhei um gato FOM! (Ele se chama Fom)
Mas não foi fácil
Natal sempre me faz refletir sobre minha família e sobre o significado disso tudo. Causa verdadeiros controcionismos mentais.
Minha mãe está contente de estar em Pipa, com novos amigos, isso eu sei, e estou grata de não ter que passar mais um Natal comendo qualquer coisa que tivesse na geladeira e assistindo televisão e ouvindo minha mãe dar o sermão do “a sociedade enfia tanta ladainha na nossa cabeça, Natal é como qualquer outro dia” e ganhando algum presente randômico que não tem nada a ver comigo só porque ela não tem a manha nem a paciência de escolher presentes. Já contei a história do xampú, né?

“This is what Christmas does to us, we put too much meaning in it and it ends up letting us down.”
Acabei de ouvir isso na TV na série com tema natalino que estou assistindo (porque QUALQUER coisa que passa no dia 25 tem que ser de natalino...)

Então, voltemos a história.

Acordei 7:30, acordando ansiosa já mas encarando a bruta realidade, tudo bem, vamos nessa, meu fiel companheiro de aventuras ao meu lado e meu palio...all the way to the airport about an hour away.
So, I’m grumpy.
Aí também tem o pequeno fato que fiquei menstruada no dia antes de *surpresa* (surpresa legallll) e estou com cólica e tremendamente hormonalmente sensível. E com gases. Beleeeza. Com sono, gases e cólica. Ah sim, e nem mencionei que no dia anterior quase morri enfiando uma mão numa faca gigante sem querer e me espetando. Não foi nada demais, mas como diz meu namorado, joguei xadrez com a morte! Foi uma sensação estranhamente bizarra e perturbadora sentir a faca entrando e depois tendo o furinho na mão e uma dor pulsante nos nervos. Então pelo amor de minha necessidade de dramatizar e exagerar, isso estava no campo desta manhã fatídica.
Adicione a tudo isso a ansiedade embutida no pegar um parente no aeroporto vindo dos EUA, algo nada emocional para mim.

Estou insuportável, mas conseguimos chegar até o aeroporto e consigo minimizar a vontade de chorar que fiquei o caminho todo combatendo (isso que só são 9 da manhã).
Ok. Beleza, o vôo dela está no monitor, na hora! Esperamos, esperamos, esperamos.
E nada, nada, nada.
Fome, fome, fome.
Vou comer um pão de queijo e tomar café, ta demorando demais...
Por favor, um café e um pão de queijo...
6 mil reais senhora.
Heiiin?
Ta bom, ta bom, cafeína a esta altura vale 6 mil reais.
Nada de irmã chegar. Estou nervosa, preocupada. Não tenho o número do celular dela e não sei o que fazer...não sai mais ninguém de lá dentro.
Ligo pra mãe, sem sinal.
Ligo pro pai, não está em casa.
Vamos ver Internet, vai que mandaram algum email avisando algum imprevisto?
Sim, sim, vamos!
Oi, por favor balcão de informações, onde há um cybercafé ou lanhouse?
Ah, não tem nada aberto hoje.
Ah.
Obrigada, I think.
Vamos procurar o balcão da Delta.
Não existe balcão da Delta, todos sumiram e só tem um gerentezinho sobrecarregado lidando com pessoas que perderam conexões. Pede para a gente esperar 20 minutos enquanto terminam a “operação de chegada” sem nem escutar o que falávamos.
Tenho a brilhante idéia:
Vamos ligar para alguém na manhã de Natal (acordar alguém, em outras palavras) e pedir para que acessem meu email e ver se tem algo lá que ajude a desvendar o mistério?
Eba, vamos!
Primeira pessoa, não atende.
Segunda pessoa, acordamos e está na cama ainda.
Terceira pessoa, não atende
Quarta pessoa, atende! Muito bom, obrigada Natalia.
Ela liga o computador, entra no meu email e lê o email de Laisa Bellomo: vou chegar no dia 26 porque mudaram meu vôo.
Grrrrrrrrrrr.
Vamos embora. Sem antes pagar 100000 reais por ter estacionado um carro por 3 horas.
Super.
Voltamos para a roça e as festanças natalinas. Estou num humor que Deus me ajude e Deus ajude o Ez.
Chegamos, explicamos o malentendido a todo mundo que aguardava pela chegada da irmã internacional e comemos café da manhã quase meio dia.
Vemos um filme, melhoro um pouco.
Durmo quando era pra almoçar, almoço quando é hora de dormir.
Chove e chove e chove e Ez dorme e dorme.
Leio meu livro com meu recém descoberto astigmatismo e combato ferozmente a dor de cabeça que quer chegar. Sou mais forte, vou ler esse livro!!
Decido ir embora, preciso dar comida aos pobres gatos abandonados e preciso me recompor, estou uma pilha de nervos.
Me despeço com uma clássica crise de choro e chego em casa.
Tomo banho.
Finalmente, talvez algo melhore agora, o choro tem essa capacidade.
Até que ajudou, estou aqui com minha Sony vendo séries que me fazem sentir em casa e me certifiquei que os gatos estão bem e sem ressentimentos por terem passado a noite de Natal sozinhos...
Decido que está na hora de comer,
Voltamos ao início dessa história, o macarrão derramado na pia. Nem me abalei. Quis rir, na verdade. Peguei o resto dos nuggets e pus pra esquentar. Fazer o que...
Agora vou terminar este post para ir comer os benditos nuggets que acabaram queimando porque esqueci deles enquanto escrevia tudo isso. E não tem ketchup. Super! 

Realmente...Let it go.
Desejo a todos um feliz dia 26 de dezembro!!

:)

domingo, 28 de novembro de 2010

What Dreams May Come

Em breve, mais um mês desse ano se encerrando e trazendo consigo dezembro, bendito dezembro com todas suas emoções e conclusões.
Não pretendo escrever um post de revisão do ano, ainda há tempo para isso, só comento que o final de novembro pode ser tão significativo quanto o resto. Em dezembro, é oficial. As luzes pisca pisca se acendem, a cidade se ilumina e os semestres se encerram. No ar pende o sentimento de que algo está chegando a um fechamento, goste-se dele ou não.
Penso no ano que vem e nos rumos que virão. Nos rumos que se apresentarão, nos que serão escolhidos e nos que serão impostos. Funny the way it is...

What dreams may come

Penso nos sonhos e as vezes no abismo entre o sonho e nas ações necessárias para alcançá-lo. Por que tanto medo? Medo de se conseguir o que se quer, de ser feliz? Melhor ser infeliz no conhecido do que se aventurar no desconhecido? Ou medo de se ter e depois perder? Mystery to me.

E a chuva cai e cai, mas só chove e chove

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Me silencio

O clima de chuva muda tudo.
Acabou-se a seca, acabou-se o sol escaldante, o ar seco, o céu claro.
Chuva me remete a verão, chuva me remete a Natal, chuva me remete a muito.
A outros tempos, a outra cidade. Os ânimos se interiorizam, a chuva exterioriza algo...algo...

Ainda nem choveu e sinto tudo isso. A primeira tempestade soprará outros ventos e o silêncio se fará em mim. Você foi muito esperado, muito desejado, muito querido.
Me silencio no descanso de tanto praticar a arte de esperar.