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segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Oh Jesus Christ Almighty..."

"...Do I feel alright, no not slightly!"


Hello. Long time. Loooong days, short nights and so it goes.
I just got off a plane or so it seems, but it's been 4 hours almost. 
This weekend was crazy good and crazy rushed and intense. 
So much to say so much to say so much to say so much to say.
I need to sleep. 
That's all I have to say, actually, I NEED TO SLEEP and get my head together and my feet back down to Earth. 
I'll try better than that, here are some words. Piece them together as you best understand:
flight
tears
hotel room
hotel bed
Liberdade
gifts
family
grandma
classes
NKids
kids
kids
français
leçons
preparations
coffee
bath
need
one




never
ending 
to
do 
list

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um pouco de Autobio




Forse non riuscirò a darti il meglio...

Mas ninguém adoece do nada. Freud fala em estrutura e cristais que quebram. Não sei se é a melhor descrição do processo, mas algo na imagem do cristal rachando me atrai. A rachadura acontece nos pontos de maior pressão, quando as defesas não dão mais conta e a resistência se quebra. Não sou nenhuma expert de psicanálise (nem simpatizo muito com a abordagem), mas é esse o meu entendimento do que aconteceu.

Posso dizer que fui uma criança-cristal bonitinha, cheia de vida, promessa e alegria. O começo dessa criança poderia ser o encontro de seus pais, mas para mim não é. O meu começo surge aos poucos, com memórias cheias de névoa em volta, mas altamente significativas.

Elas remontam a dias constantemente ensolarados e a uma menina loira que sempre estava com um vestido florido. Não é uma memória romantizada, pois morávamos em Lima, Peru, onde a palavra “chuva” não existia. Eis a parte do sol. Filha de um americano legítimo meus primeiros cachos esbanjavam minha carga genética. Eis a “loirice”. E finalmente, minha mãe conta que eu escolhia um vestido para usar e não tirava mais até ficar encardido. Aí escolhia outro... Eis a parte dos vestidos. 

Como deve acontecer com todo mundo, não sei o quanto que minhas lembranças longínquas são lembranças mesmo ou histórias imaginadas em cima de fotos. Seja como for, a sensação que ficou foi a desse sol eterno. Tudo era quente, confortável e saudável. Nessa época, nasceu minha irmã e meus pais viveram o auge do casamento deles. Eu era uma borboleta que flutuava no meio de tudo isso, sempre cercada de amigas, festas e brincadeiras.

Depois de três anos, voltamos para os EUA e lá vivemos mais um ano. Aos meus sete anos a família peregrinou de volta para o Brasil, ao pedido desesperado de minha mãe. Brasileira de samba, carnaval e sol, o inverno emocional e climático da Carolina do Norte era rígido demais para ela.

Assim pai, mãe, filha e bebê foram parar no Planalto Central, em uma cidade recém nascida chamada Brasília. Mais uma escola, mais uma casa, mais uma vizinhança, mas era ainda pequena demais para sentir o choque da mudança. Acho que seria a última mudança indolor daí pra frente.

Poderia adentrar nos detalhes de nossas vidas no cerrado estranho, nas fronteiras de Brasília onde não existia nem farmácia. Poderia contar dos meus pais e o projeto de construir o hospital veterinário, a nossa nova casa e a nossa nova vida. Mas o que quero contar é das muitas tardes após a escola passadas brincando nos montes de areia de construção, das aventuras que eu vivia na selva do cerrado e de minha crescente tendência a me isolar nesses mundos fantásticos.

Claro, eu ia à escola, tinha amigos, amigas, mas nunca mais foi a mesma coisa que tinha sido alguns anos antes. Talvez fosse a distância da minha casa do resto do mundo, ou a minha dificuldade inicial com o português que nunca fora minha primeira língua. Só sei que meus colegas pareciam viver em realidades tão diferentes da minha! Desde então muito dona-de-mim, decidi não me preocupar com essa discrepância e continuar vivendo da maneira que sabia. Acho que meus pais não se atentaram a essa mudança sutil em mim, pois estavam muito ocupados com seus planos e construções. Se perceberam, acho que pensaram que não era nada permanente, pois eles sempre me conheceram como a criança-borboleta e talvez achassem muito improvável algo acontecer que mudasse isso.

Esse pedaço da minha vida durou um outro ano e sem que eu tivesse percebido qualquer coisa entre eles, meus pais decidiram se divorciar. Hoje, olhando para trás, me pergunto se era realmente possível eu não ter percebido nada mesmo, nem uma briga, um olhar atravessado, um clima hostil. Não entendo bem desses mecanismos que a mente tem de ser preservar de situações difíceis, mas pode ser que eu bloqueei tudo mesmo.

Foi tudo muito rápido, muito limpo e ordenado, algo que estabeleceu o molde de como tudo seria daí em diante e como eu também deveria lidar com as circunstâncias (calmamente, racionalmente e pronto!). Eles sentaram comigo após a única briga que lembro e me explicaram a situação:
- Papai e Mamãe vão se separar, Papai não vai morar mais aqui, mas não quer dizer que ele não te ame, a gente vai se visitar o tempo todo, etc....
E eu, como uma menina-moçinha bem madura e razoável entendi tudo e até me lembro de ficar consolando meu pai. Tudo bem, Pai, eu vou ficar bem, não se preocupe. E foi assim... Ele partiu e não me lembro nada desse dia, não sei como foram os meses seguintes em casa sem ele. Não me lembro da reação da minha irmã...

O que lembro mesmo são as mil e tantas viagens que vieram como conseqüência de tal separação internacional. Era um tal de buscar pai no aeroporto, deixar pai no aeroporto, ir para o aeroporto de mochilinha, passaporte, irmã mais nova e meu coelho de pelúcia, o Bunny. Transbrasil, Varig...Um tal de despedidas, chegadas, despedidas, chegadas. Rapidamente essa rotina de rupturas foi se tornando a parte mais temida do ano. Nessa época, com oito, nove e dez anos, as partidas de avião eram partidas no meu coração, mas era uma dor que tinha que ser, pois era obrigação minha como filha-moçinha-madura-e-razoável ir visitar o pobrezinho-do-meu-pai-que-estava-tão-sozinho-em-outro-continente. Na verdade nem sentia como obrigação, mas sim algo que filhos fazem, devem fazer, pois os pais fazem falta e nós sentimos sua falta.  Ou mais simplesmente, era a vida e ponto final.

Aos dez anos, foi a vez do meu pai de ter-nos morando com ele. Foi meu primeiro ano fora sem ser de férias, vivendo mesmo nos EUA. Também foi meu primeiro ano sem minha mãe. Foi nesse ano que os EUA em si começaram a ser equiparados com trauma e não a viagem-despedida-chegada. Sentia uma falta absurda da minha mãe, chorava como uma condenada quando voltava das férias do Brasil e quando minha mãe ia embora de suas visitas. Chorava de ódio daquela situação, ódio de não ter opção, ódio de estarem levando minha mãe.

Foi nesse ano que engordei os quilos que iriam me acompanhar odiosamente pelos próximos anos. Olhando assim depois de muito tempo, vejo que foi o ano em que aprendi a criar uma barreira em volta de mim, barreira de introspecção, de ser estudiosa, de ser responsável, de ser tudo que os outros desejavam de mim, mesmo antes deles mesmos saberem. Aprendi a ser um sucesso entre os adultos que admiravam minha maturidade, inteligência e perspicácia. Ao mesmo tempo aprendi a esconder meu sofrimento, pois precisava continuar sendo forte, madura. Não podia preocupar meus pais já tão preocupados por si só. Ao mesmo tempo consegui descontar muito disso num acting out poderoso com a nova namorada (e logo depois, noiva) do meu pai. Foi a única situação em que não era uma menina super madura e adorável. Fui o inferno na vida dela e não entendia porque não conseguia me controlar, sabendo do sofrimento que causava. Tinha os sentidos aguçados para captar todas suas carências e sensibilidades e conseguia levá-la na palma da minha mão, fazendo tudo que eu queria para depois dispensá-la ou desprezá-la. Depois eu chorava, chutava, mas nada demais foi feito, meu pai até parecia se divertir com o desespero que ela vivia comigo. 

 Aprendi a ser um enigma para meus colegas de escola, alguém que não pertencia ao mundo normal de ser criança. Só deixava entrar no meu mundo quem eu sentia estar no mesmo barco que eu, talvez num movimento de projeção e identificação. Acolhia essas pessoas que, como eu, sofriam com as conseqüências de serem responsáveis e maduros demais e as amizades eram profundas e de alma.

A inocência da infância definitivamente havia passado.


Eventualmente voltei para o Brasil e chorei de ódio de ter que deixar meu pai. Além disso, tinha que viver com a revolta da minha mãe dos meus quilos a mais, como que meu pai havia permitido? Onde estava a filha linda dela? Oficialmente se instalou meu complexo de ser patinha feia, gorda e socialmente um caso perdido. Nem gringa nem brasileira. Nem lá nem cá.

 Daí pra frente cada viagem foi um choro constante de ódio. Claro que não entendia ser ódio na época. Para mim era somente tristeza, saudades... Mas ao mesmo tempo sabia que esses sentimentos não faziam jus à força do sentimento e choro que vinham. Cada primeiro dia em cada país pedia tanto de mim, um ajuste total no meu cérebro. Um dia estava na casa do meu pai com o tapete, a televisão em inglês, o cereal com leite de manhã e historinhas na hora de dormir e no outro estava na cozinha azulejada da minha mãe, comendo pão francês, presunto e queijo diante de uma televisão que coloria a sala azul com o Jornal Nacional. Uma hora atrás escutava aquelas vozes sérias no noticiário no carro do meu pai em inglês (good ol’ NPR) e agora escutava a Fátima Bernardes me desejar uma boa noite simpaticamente em português (“O Jornal Nacional termina por aqui, boa noite”). Essas mudanças bruscas faziam e ainda fazem girar minha cabeça.

E assim os anos passaram, uma viagem de avião atrás o outro. Fui me familiarizando com o ciclo de dor, adaptação, bem-estar, insegurança, dor e aprendendo a me resignar a ele. Não tinha como escapar, por mais que eu inventasse estratégias para me enganar, como cantar minha música predileta ou fingir que era uma astronauta em uma missão super especial. As brincadeiras não me protegiam da tortura do ir e vir e lembro de como era amargo perceber isso, como uma traição odiosa. “Ontem a gente combinou que ia dar certo, lembra? Que não haveria lágrimas, que os pontos da cicatriz tão custosamente fechada não se abririam nessa explosão de dor!”.

Não me ocorria dizer nada aos meus pais, pois eu acreditava que iria criar mais problemas. Não entendia que havia opção nisso tudo. 

Acho que foi por isso que, entre as viagens, vivia de forma mais esquiva possível de qualquer coisa que me trouxesse ansiedade. Já que podia fugir, fugia. Então fugi ainda mais dos colegas, de uma vida social. Refugiava-me nos estudos, me tornando aquela aluna brilhante que mencionei antes. Refugiava-me nos fundos do hospital veterinário que era nossa casa, cheio de personagens que compunham minha estranha família. Era veterinário, funcionário, empregada, mãe que passava voando pelos corredores pra lá e pra cá. Refugiava-me nos meus passatempos de pré-adolescente solitária. Não tinha T.V. a cabo então o auge do meu dia era assistir os noticiários e as novelas e, eventualmente, Globo Repórter! Um luxo, uma conquista, conseguir ficar acordada até depois da novela! Desenhava, escrevia, lia e inventava projetos tais como pintar meu quarto ou observar os clientes com seus animais na recepção enquanto minha mãe ia e vinha no frenesi de sempre sem tempo nem energia pra estar comigo e minha irmã. Mas claro, eu entendia e nunca cobrava. 

Não é de surpreender que as línguas fossem algo fácil pra aprender, dado todo o contexto multicultural e internacional no qual estava imersa. Além do pluralismo da minha família e dos países onde havia vivido, tinha o fato de que as amizades que eu fazia eram, "curiosamente", com as crianças que viam de outros países e continentes, filhos de diplomatas que constantemente alçavam vôo para novos lugares. Semelhantes se atraem, mas apesar de ser parecida, minha situação era tão diferente! Em primeiro lugar, eles viajavam juntos, não se separavam. Eles não tinham raízes falsas (na época achava que eram falsas, hoje entendo mais como raízes quase que voláteis, transplantáveis, bifurcadas...complexas!) como as minhas, que eram arrancadas a cada quatro meses, mais ou menos. Suas viagens eram aventuras, protegidas pelas asas dos pais. As minhas eram empurrões em um vazio da atmosfera, a milhares de metros sobre qualquer proteção. Trocávamos histórias e pesares de viagens e readaptações, mas rapidamente me dei conta que estávamos falando quase que em dimensões diferentes e isso aumentava minha solidão.

Mas pelo menos eles sabiam o que era falar mais de uma língua em casa, invernos com neve, ter conhecido diferenças culturais na pele e a sensação de ter que se despedir de pessoas queridas... Pelo menos eu tinha uma turma mais ou menos normal, com conversas, brincadeiras e brigas de meninas pré-adolescentes. Nunca falei para ninguém sobre minha vida particular-emocional e o peso que as viagens estavam tendo sobre mim. Confessar isso seria confessar não ser uma boa filha, não gostar de “viagens de férias” e de todos os delites que elas achavam que a vida nos EUA oferecia. Seria ser estranha e anormal, então me calei.

Então me calei.

Isso me leva ao post "1999", onde a história continua...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

I Know a Spell


"I know a spell, it will make you help
write about love it can be in any tense but it must make sense
I know a trick, forget that you are sick
write about love it could be in any form hand it to me in the morning 

I know the way (so you know the way)
Get on your skinny knees and pray (maybe not today)
you've gotta see the dream through the windows and the trees of your living room
(of your living room!)"


Me and my coffee, my coffee and I.
and B&S.
And a blank page.


perfetto!


Apparently I am exhausted today, went to bed at midnight, woke up at 10:30. Actually, woke up several times between 8 and 10:30 but wasn't able to muster up the energy required to actually get up and wake up 100%. 
Apparently I am exhausted every day. 
I know that 14 hours in a day, most often than not, prove themselves to be too much. Somewhere along the way I take a break or else get utterly overwhelmed (and then take a break).
I missed writing in here this week, even though it's been 3 days only, but I still missed it. 
Caught up in my translations (lost in translation?), classes and getting through 14 or so hours. 

As the plane came down and landed over Brasilia last Monday, the same old thoughts circulated through my bloodlines: always the same plane, the same landing, on repeat, on repeat, on repeat mode. 
When I lie in bed and start to daydream, it takes me away on that same plane. However, if I am feeling rather realistic, I imagine what I could do without stepping foot in an airport. 
The scenario is always an invariable variation of the same scene, something GOES. Out the window. 
I see the dream through the windows and trees of my living room and I go after it. I go after my gut feeling, my unrational self, against all "but what if...what if...what if it all goes terribly wrong!?"
And so I go back to my 14 or so hours with occasional breaks and fantasies. 

I want the world to stop, I want the world to stop
Give me the morning, give me the afternoon, the night!

But you know what, so long as I can write and shout in here, as long as I can shout myself anywhere, I can do pretty well. As long as words are my friends, here we are.

domingo, 24 de outubro de 2010

A Bela Arte - One Art

Eis minha "tradução"/versão/inspiração baseada no poema do ultimo post...


A Bela Arte
Conquiste a bela arte de perder
Há tanto por se perder, querendo
 Desaparecer; desastre não pode ser

Perca todo dia. Deixe ir, deixe ser.
Deixe as chaves e horas que vão.
Conquiste a bela arte de perder

Vá além,  aceite se desfazer
De lugares, nomes e viagens
Com que sonhavas. Não eram pra ser

Veja só! O relógio de minha mãe
Foi-se;  o adorado lar também.
Conquiste a bela arte de perder.

Duas cidades, tive que aquiescer.
Reinos, rios e um continente.
Amor e vazio; assim é viver

-- E mesmo você (a voz e gestos amados),
não hei de mentir. Não foi um desastre
 (de fato!), mesmo se assim parecer
 Aprendi, sofri, a arte de perder

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Só nos falta a casa

Engraçado essa sensação de voltar para casa depois de dias em outras cidades. Coisa boa. Tanto ter saído quanto ter voltado.
A experiência de viajar com amigos -  com um namorado que é também um amigo, com uma melhor amiga de sempre e seu namorado que virou um novo amigo também. - reconfigurações.
Obrigada a vocês!
Me sinto cada vez menos sozinha e é algo impressionantemene confortante. Sinto cada vez mais que isso é pra valer e que não vai sumir de uma hora para a outra, que as pessoas não vão desaparecer ou se dissipar.

Nessas estradas e entre hotéis de São Paulo, solidificações.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dedicado alle amiche Castelraimondenses



Esta semana, una amiga me hizo recordar los tan queridos versos de Antonio Machado sobre el caminante y el camino. Me hizo recordar otra amiga, la que un día, sentadas en su casa con un pequeño librito de poesias, me leyó esos versos por primera vez. Era el último día de mi visita y la nostalgia se hacia presente. Golpe a golpe, verso a verso. Ojalá pudiera escribir mejor en español y expresarme mejor!  No es APRILE, pero les dedico igual esta poesía a todas esas amigas que tocan el corazón con alegría, nostalgia y muchas lindas memorias, tal qual las huelas del tan famoso camino.  Apparteniamo ai mondi sotili une degli altri.
Baci amori miei!

Caminante no hay camino


Antonio Machado

Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.

Nunca perseguí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.

Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse...

Nunca perseguí la gloria.

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar...

Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso...

Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso...

Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso.

sábado, 25 de setembro de 2010

1 Year Anniversary

October in Vermont
A year ago just about, I was preparing to go on another visit to the States. See Dad, see sister, take a vacation and strentghen up for my return.
It was a milestone in 2009 and for that matter, a milestone in everything that includes US travel.
Sunny in Boston


Last year was a hell of a year with lots of phases and ups and downs and downs and downs and then a little tragic high ending in a much needed and fruitful down. That made no sense if you are not privy to the details of my life, but rest assured, it makes sense. 


So when September came around I finally decided I'd had enough of the homeopathic attempts to stabilize and I'd had enough of resisting looking for a psychiatrist on some unexistant principle, just because I knew it'd be frowned upon or seen as a sign of giving up. But after a teacher talked to me and said "only you know what you're going through, não são eles que carregam esse sofrimento", I decided I had had enough of giving all the alternative treatments more and more time. 
I was falling apart by September, stumbling through my days in yet another version of maya's breakdowns. I was so angry at myself. Unlike other times, I could not have sympathy for myself, because it was just getting so OLD! I felt out of control, I felt tired, exhausted and so sick of the same cycles.

Journal Entry, Sept. 13th, 2009


There's no point, it seems
in trying to make sense of anything
until I fix
my brain chemistry that's running
completely amok.


Because it's like...so many things come to mind, desires, hopes, fears, and at the end of the day, they just cancel each other out.
Comfort zone - dispair
Dreams - Blackness


1. Psychiatrist - urgent.




At the same time, I somehow decided that it would be a fine time to take a trip to the States. Don't ask me how I put that together, but it actually worked out well. I went to the psych and a week later I was on a plane, my bag full of my new munition. I was taking this trip to be able to bubble up, to protect myself in these precious first few weeks of waiting for the chemicals to do their magic.


I felt like I was removing myself from Brasilia in order to bubble wrap my soul. I was going to the country of indulgement and Lord how I indulged! First of all, I slept. I slept everything I wanted to, guilt-free. Second of all, I ate. I gained back the kilos I had shed with my apathy and crying fits. I ate fried food shamelessly, licking grease off my fingers and asking for more. 


Journal Entry, October 8th, 2009


Stability. I feel like my emotions or better, my thoughts, have safeguards on, or a seat belt, or SOMETHING. A tree is justa a tree is just a tree. LIFE, is just life and it's actually, GOOD. There's promise, there's joy, there's serenity and acceptance. There's ME.
I have voglia un'altra volta. Appetite, WILL, etc.whatever you wanna call it. 


Oct. 11th


Nothing is so urgent anymore, nothing is live or die. 


Oct.14th
FOOD at Quincy Market

I've developed APPETITE all of a sudden. I want to EAT everything, especially salty fatty things, of course. No salad cravings here...I don't feel freaked out at these changes or miss my old ways, old ways didn't do much good. Old ways was bone against the snow, raw flesh. Here I have tissue, fat, skin and blankets and a pillow and everything's ok. That's definitely Lexapro. It's like a Carribean Resort vacation for my mind...here, take a rest, don't worry about a thing, it's all being done for you now.I don't even feel like making those notorious lists or timelines or countdowns. I start to think about it but then I get distracted - oh look! A dandelion! - and the urge dissipates. I've been calling it being lazy but I realize it's not it at all...






Hot Chocolate

E pronto, eis minha historinha de hoje. Fui para os EUA e resgatei um pouquinho de mim e da minha história. Voltei dos EUA e fui voltando a mim, pouco a pouco. 
Sinto falta de lá as vezes e olho para essa viagem com muito carinho.
Faz um ano dessa rodada de psiquiatra e entramos na fase de re-considerar a sua necessidade e se está chegando a hora da retirada. Fica para os próximos capítulos!





quarta-feira, 14 de julho de 2010

Il primo aprile, 2006



It's kind of a fairyland of language for me here. For someone who has always wanted to speak Italian, what could be better than Rome? It's like someone invented a city just to suit my specifications, where everyone (even the children, even the taxi drivers, even the actors on the commercial!) speak this magical language. It's like the whole society is conspiring to teach me Italian. They'll even print their newspapers in Italian while I'm here; they don't mind! They have bookstores here that only sell books written in Italian! I found such a bookstore yesterday morning and felt I'd entered an enchanted palace. everything was in Italian - even Dr. Seuss. I wandered through, touching all the books, hoping that anyone watching me might think I was a native speaker. Oh, how I want Italian to open itself up to me! 

 Elizabeth Gilbert - "Eat, Pray, Love"

Fairyland of Language


Il primo aprile, 2006


Então, olha só meu 1o dia de aventura na Europa...Cheguei bem na França, "descansada" (porque nunca dá pra descansar 100% num avião, convenhamos). Aí, em Roma, não achava de jeito nenhum minha mala.  Me disseram que tinha ficado em Paris mesmo e que eles vão mandar para mim lá em Castelraimondo. 
Isso depois de eu ter rodado por muito tempo, sem saber com quem falar ou o que fazer. Demorei uma hora até criar coragem de chegar ao balcão e perguntar em italiano "Dov'è la maledetta??!!". Brincadiera, não foram minhas primeiras palavras a um italiano na Italia....foi algo mais um tímido, "per favore...".
Quando resolvi toda essa questão, saí CORRENDO do aeroporto para a estação de trêm, que fica incrivelmente longe e do outro lado. Paguei um bilhete para não sei o que, porque ninguem olhou nem pediu, cheguei em Tiburtina 10 minutos depois do ÚLTIMO trem para Castelraimondo. Fiquei perdida de novo....decidi ver se tinha algum ônibus. Allora, também não tinha (isso depois de eu comprar um para o lugar errado, ou melhor a mulher entendeu errado! Quase que eu ia para Lanciona, sei lá onde fica isso...) Voltei para a estação de trêm para comprar um cartão telefônico para ligar para a tal da Giorgia, mas não consegui fazer a ligação depois de 1000 tentativas. As luck would have it, um homem percebe meu desespero e pergunta se eu preciso de ajuda. Expliquei. Ele me emprestou o celular (e ficou me apressando, nem deu para falar direito com a mulher, mas pelo menos deu para avisar que eu não chegaria hoje e ela me deu instruções para ir a estação Termini e prcourar um hotel). O homem italiano ficou falando comigo, não ia embora e entrou em temas estranhos como sua devoção ao Catolicismo ("eu sabia que amanhã é o aniversário da morte do Papa, um ano exatamente??") e sobre sua mulher que também era muito religiosa e que morreria de ciúme ao saber que ele estava ali a essa hora (quase meia noite) me ajudando e que ele deveria ir pra casa (apesar de eu insistir que estava tudo tranquilo agora...) E bla bla bla!
Ele desceu antes de mim do metrô, graças a Deus. 
Mas ele me ajudou bastante apesar da esquisitice, me acalmando (não conseguia parar de chorar de tão cansada e nervosa) e com as instruções de como achar um hotel aqui. 
Saí de Termini e fiquei andando pelas ruas de Roma da sola, di notte, atrás de um hotel com um preço mais ou menos. Achei um, mas estava cheio...Fui para outro e também estava cheio. No terceiro que estava cheio não aguentei e me debulhei em lágrimas na recepção. O Salvatore, recepcionista simpático e velhinho foi gente boa comigo (como diria a Júlia, um vovô) e telefonou para alguns lugares para ver onde haveria vaga e finalmente me deu as instruções para chegar até aqui....um hotelzinho simpático, Ascot. 50 euros, mas eu não estou em condições de achar um mais barato - de noite, sozinha e sem conhecer um A dessa cidade. E mais - cansada até a alma depois de tanta confusão. Não consegui ligar ainda para minha mãe, mas sei que ela sabe que estou bem. 


Ah sim, e tudo isso em italiano tosquíssimo (ainda estou com vergonha) e SEM MALA. Sem roupas novas, sem a necessaire, sem nada a não ser o kit de sobrevivência dada pela companhia aérea como compensação por uma mala perdida. Fala sério. Pensando bem, porém, ter feito tudo isso que fiz com uma mala de 30 kilos não teria sido nada fácil, então...Mas também tem o pequeno fato de que - se a mala tivesse chegado lá comigo, não teria passado por nada disso! Então há dois lados para essa história!


Mas agora está tudo tranquilo. Depois de um banho de gato e uma camiseta branca cortesia da AirFrance, eccomi.
Vou pegar o primeiro trem domattina. Assim vai dar para ver um pouquiiiiinho de Roma e a paisagem no trêm. 
Não caiu a ficha que estou na Europa. Outro continente, totalmente desconhecido e eu totalmente desconhecida a todos. Me sinto como nunca me senti antes: segura - mesmo com tudo isso que aconteceu. Não estou sentindo homesickness. 
Veramente strano tutto questo! Obrigada Deus, me sinto...posso dizer? Feliz!




 Maya a Roma

domingo, 20 de junho de 2010

O retorno

Algumas memórias da viagem Europa 2008...Essa viagem foi gestada por muitos meses durante o último semestre na UnB, um hiato de 3 meses (setembro-novembro) em busca de respostas, distância e descanso. Sem saber, acredito que também fui em busca de solidão, apesar dos amigos. A seguir, um dos últimos trechos escritos sobre a maratona de retorno.

29 de novembro, 2008 - Congonhas, SP
è spaventoso - guarda:

de avião
BSB-RJ AEROPORTO
de avião
RU-CDG PARIS AEROP.
de avião
CDG-MXP MILÃO AEROP.
de Pullman
MXP-MILANO CENTRALE
de trem
MILANO CENTRALE-BOLOGNA CENTRALE

                                                   Le Bici di Bologna

                                         Estação de Vaporetto em Veneza

                                          Pés em Giardini Margherita

Dentro de Bologna - Bicicleta, trem, a pé e ônibus
de trem
BO CENT.-MIL CENT.
de Pullman
MIL. CENT - MXP
de avião
MXP-MADRID AEROP.
de metrô 
MAD AEROP-MARTHA'S HOUSE
de metrô
em Madrid- a pé e metrô
                                                           España!
                                  Madrid - Cansada na frente do Palácio Real

MARTHA-ESTAÇÃO TREM MADRID
de trem
MADRID-ESTAÇÃO SALAMANCA
em Sal- a pé 
                                              Serelepe em Salamanca
         
                                       Esperando o trem em Salamanca

ESTAÇÃO SAL-EST. MADRID
EST-MADRI-MARTHA
MARTHA-ESTAÇÃO AUTOBUS MADRID
EST. MADRID-ESTAÇÃO AUTOBUS GRANADA
de taxi
EST. GRANADA-APT
Em Granada - a pé, a pé, a pé...
                                             Ruelas árabes de Granada
                                              Caminhadas pelas Sierras

                                                      Vistas de Granada

de ônibus
APT-EST.GRANADA
EST. GRANADA-EST. MADRID
de metrô
EST MADRID-AEROPORTO MADRID
de avião
MADRID-CDG PARIS
de trem
CDG-GARE DU NORD
de metrô
GARE DU NORD- HOSTEL
                                  Em Paris - metrô, a pé, a pé, a pé... e frio!

HOSTEL- GARE DU NORD
GARE DU NORD-CDG
CDG-MXP
MXP- MIL. CENTRALE
MIL. CENTRALE-HOSTEL
                                               Ultimo dia em Milão
HOSTEL-MIL CENT.
MIL. CENT.- MXP
MXP-GRU SP
GRU-CONGONHAS
CONG-BSB
AEROP. BSB - CASA!

Esses foram todos os meios de transporte dessa viagem.

...

*ESTOU EXAUSTA*

Não quero mais ver outro avião, estação, bilhete, fila, aeroporto. Falta mais uma hora para embarcar e aí acabou. Acabaram os 3 meses. Granada, Bologna, Salamanca, Madrid, Paris, Milão... Acabou a neura dos 20 kg...Em Milão meu último ato foi de mandar a FANCULO os kgs e tirei TUDO da mochila e enfiei na mala, casaco e tudo! No casaco! No scarf! No mittens!  Momento de glória!
Comprei tudo que podia para gastar os últimos 35 euros no aeoropoto e fui feliz. 
Não reconheço meu corpo, quebrado e estressado. 
Ontem passei o dia numa freakin NEVASCA em Milão com sapatilhas que ficaram ensopadas e passei 5 horas de pés molhados com uma neve assutadora que virava slush ao chegar no chão. Calça molhada trambém. Só rindo e muito. :P

                                                       A Nevasca

                                                       As sapatilhas 

Claro, o vôo atrasou e eis aqui eu em Congonhas, "reacomodada" pela TAM para outro vôo até BSB. 
Mas agora taquei o foooda-se, tudo é muito gracioso! Apego as coisas materiais é uma merda, descobri que menos é MUITO MAIS, que o diga meu ombro e minhas costas comprimidas, devo ter perdido uns 5 cms nesse últimos 3 dias.

Muitas emoções rolando tudo ao mesmo tempo. Aquilo de "Italiaaa, Italia", aquilo de "Aaah, eu estava almoçando em Paris algumas horas atrás!", aquilo de "Estou no Brasil??"
Aquilo de "Euuuuuuu?? Eu? Eu dei conta disso tudo? De me virar tanto sozinha num continente inteiro? De pegar quase todo tipo de transporte sozinha? Só faltou navio praticamente. De planejar e reservar tudo e pagar e gerenciar dinheiro e cuidar de mim mesma?  
Eu!
Sonhei que estava mega-grávida, 9 meses, com um vestidinho muito bonito. Sinto dores estranhas e estou com minha mãe, Paula e a Raquel e comento das dores. Pergunto se é normal. Elas não estão preocupadas e dizem que sim. Estou muito descomfortável mas orgulhosa da barriga. 
Eu!


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back in BSB...

 Sometimes I still feel like I'm at some gate waiting for my boarding call.