quarta-feira, 2 de junho de 2010

The Sunrise Compelleth Me


"Why do I love" You, Sir?
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"Why do I love" You, Sir?
Because—
The Wind does not require the Grass
To answer—Wherefore when He pass
She cannot keep Her place.

Because He knows—and
Do not You—
And We know not—
Enough for Us
The Wisdom it be so—

The Lightning—never asked an Eye
Wherefore it shut—when He was by—
Because He knows it cannot speak—
And reasons not contained—
—Of Talk—
There be—preferred by Daintier Folk—

The Sunrise—Sire—compelleth Me—
Because He's Sunrise—and I see—
Therefore—Then—
I love Thee—

Emily Dickinson


See, they are so predictable to me, my words.
My words are - extensions of me, tedious, if I might say so.
In rare moments do they exceed me and transcend, show me - unpredictable.
ABLE, DICTable, PREdictable, UNpredictable, talk about prefixes.
But in most moments, my words
are so predictable, enauseatingly obvious.
why must they be written, I wonder, my words
if they sometimes smell of soot, or sawdust
and run up my nose, making me sneeze
or making you sneeze
why do I love you, sir?
Because-

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dear Diary


Me sinto muito pequena. small, piccola, petit.
Segunda feira não bem-vinda. Estou de mal existencial com essa semana.
5 da madrugada, segundo dia em seguida que acordo em um estado total de inquietude, com dez demônios ocultos respirando sobre mim. Vejo coisas horríveis e sinto pressão de fazer com que essas imagens se concretizem. As vezes cedo à imaginação e fantasio como poderia fazer para cumprir as sugestões e sinto alívio, eles me deixam em paz, contentes. Se não cedo, fico me retorcendo pra lá e pra cá na cama, sem reconhecer meu quarto, minha vida, com azia e medo. Mil questionamentos e cobranças. "Se você não tem um plano e se esquiva de se comprometer com um, é como se você não existisse de verdade, já é um suicídio. Fugindo da vida...até quando você acha que sai impune disso? Até quando você acha que as pessoas vão permitir isso?"
A essa altura, quando não tenho respostas e sou forçada a concordar com essas vozes, vai o R. salvador da pátria e derreto no alívio que ele traz. Outra fuga. Mas eles dizem, tudo bem, até a próxima...
Vejo com pânico que não consigo "baixar", por os pés no chão, caminhar direito. Sempre tem vôos e falta de gravidade. Flutuo, crio sonhos, durmo, fujo. As únicas coisas que fazem sentido para mim são coisas que não se encaixam, aparentemente, e não fazem sentido para o mundo. Tem algo errado comigo, sempre penso, qual é a dificuldade de seguir a vida como todo mundo? Será muito orgulho, me achar melhor do que o mundo, me achar separada e não me misturo à "gentalha"?
Medo terrível de que venha um vento mais forte e me leve embora.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Fai quello che sei


TRANSLATE:
To change from one form or medium into another
Change - alter - modify- transform - diagonalize
Move - displace
Make sense of a language, read, interpret
Determine, find, find out, ascertain
Interpret, render, restate, ressignify
move, interact, communicate, intercommunicate, inform, tell
Repeat, reiterate, ingeminate, iterate, restate, retell
Transmit, transfer, transport, channel, channelize, to serve as a medium
to be translatable, or be translatable in a certain way

What am I not if not translation in its essence? I saw a glimpse of what makes sense today, and this glimpse was my life. I saw a path, a sense, motivation.

Relief.

Faith - to be able to visualize and to be able to trust what you see and know. I know this now. Everything I do, all my dislocations, modifications, alter-lives, languages and interpreatations - lead me to now and my incessant need to translate.
A life full of mediation, of being keeper of a key that opens doors one way or another. I could take a victim's stance at always being put in the middle of situations that did not pertain to me, or I can see it all as destiny. A translator is always put in the middle, in fact, he searches for the middle invisible ground that can unite two unseemingly uncommunicatable entities. Such as...mom and sister...such as...North and South...such as...Mom and Dad...such as...Syllable-timed and stress-timed...inner and outer world...My classmates and the assigments...etc...
In Italy I found my middle ground, it seems. Neither there nor here, neither mom nor dad, neither English nor Portuguese. My own ground! And it sung in melodies so sweet... I found my middle ground by exiting the polarities which had become my life and conquering what could be mine only. When I lose myself in translation, that is where I dream of returning or escapin to.
All that calls to me, calls upon the basis of translation: Literature, Writing, Reading, Language, Linguistics, International Relations, Teaching, Philosophy, Mediumship, Religion and even Psychology. I am always irresistably drawn to the part in each that speaks of the encounter. Encounter of Differents.


Fai quello che sei - Do what you are.

segunda-feira, 24 de maio de 2010



I'm nobody! Who are you?
Are you nobody, too?
Then there's a pair of us — don't tell!
They'd banish us, you know.

How dreary to be somebody!
How public, like a frog
To tell your name the livelong day
To an admiring bog!

Emily Dickinson


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Insieme a te non ci sto piu


Voltamos ao computador sem acentos...

Nao consigo sentir muita coisa, em termos de emoçoes mesmo. Parece que logo que aparece uma emoçao estilo carbohidrato complexo, abre-se um buraco em meu corpo que absorve a energia e a converte em ITES. Gastrointerite, gastrite, amigdalite...que mais vira?
Eu falei de rememorizaçoes na outra postagem...Uma delas que faz quase uma semana que revira e o tal tema de voce.
Eu nao consigo lembrar de voce. Voce que foi tao importante de forma tao vital, como pode isso? Nao consigo lembrar de voce, de seu cheiro, do gosto, do toque, das conversas e risadas. Nao lembro quem eu era quando me senti atraida por voce e nao consigo lembrar quem voce era quando naquele infame domingo sai da sua casa em prantos, contorcendo debaixo de um torcicolo de outra dimensao de dor. Nao sei se chorava mais pela dor do musculo ou pela dor da maneira que deixamos tudo. Ou melhor, como EU deixei as coisas...isso eu lembro vagamente. Para sair tive que praticamente assinar em sangue o documento de que eu era a unica responsavel por tudo e que voce, meu deus, voce era vitima de uma borderline desvairada, mal-diagnosticada e mal medicada. Sua fe em mim realmente impressiona.
Eu lembro de dirigir ate a farmacia mais proxima, retorcida, enxergando o mundo e as listras na pista pela horizontal da minha cabeça deitada no ombro. Lembro de entrar na farmacia e assustar o vendedor, pedindo um relaxante muscular em prantos...e alem de tudo completamente descabelada pois voce havia amarrado meu cabelo, e me perdoe, mas voce nao tem o dom de amarrar cabelo muito bem nao...Especialmetne naquele dia, paciencia zero.Vai saber o que o pobre vendedor pensou da situaçao toda absurdamente absurda e patetica. Eu te ligo apesar de tudo e peço ajuda, nao tem como dirigir e nao consigo nem abrir a porta do carro porque as chaves cairam no asfalto junto com as moedas do troco e quem diz que consigo, nao consigo, nao consigo, por favor, pela ultima vez, seja meu namorado. Orgulho zero, noçao tampouco.
Ha muito que fazemos diante da dor que em um momento qualquer nos juramos incapazes de praticar.
Voce disse nao, que nao podia ir me ajudar, passar bem. Ok, nao posso dizer que nao se deve esperar uma resposta dessa quando voce acaba de terminar com alguem e 5 minutos depois liga pedindo favores.
Entao desligo e comeco a me agachar ate o chao sem conseguir olhar para ele, tateando com as maos, pois o pescoço nao permite que o rosto vire e procure tambem. Passa um menino adolescente e o assusto tambem, com a cara toda marcada de lagrimas, torta e francamente, - doida - peço se ele pode me dar uma ajudinha e catar as chaves e moedas...Bom rapaz.

Moral da historia: cheguei em casa e o torcicolo passou aos poucos.

Eu me deixei convencer naquele dia da minha insanidade e incapacidade de relacionar com qualquer ser humano. Por uns bons meses depois so conseguia me enxergar por esses seus olhos e palavras e te digo agora: doeram. Junto com muitas outras que so agora consigo repudiar com toda a força apropriada da raiva diante do que causa injuria.
Foi preciso um mutirao de pessoas, a começar pelo psiquiatra que logo repudiou a hipotese que eu trouxe (tremendo) de borderline e que me apontou o obvio da maldade, ou no minimo da extrema distorçao, por tras de muitas frases suas que ecoavam na minha alma.
Seuproblemaequevocenaosecompromete
ninguemvaiteamarcomoeu oquetemoseespecialevocetemduvidasvoceficaduvidando
eunaoaguentoissovocememachucacomtantafrieza
tenhomedodevoceficarsozinha
soeuconsigoteaguentaretecompreenderetedartantoamor
eusotedouamoromaispuroamorevocefrancamentequantaingratidao
naoaguentomaisvervocechorare
voceaindapensaemsermae
vocesabequenaoeumbompartidone?
conheceotaldoborderline?pensenisso
Nao quero mais escutar isso.
Ressignificaçoes...
Algumas frases retornam nesse presente tao repleto de novo, "exigindo reconciliaçoes".
Mas nao sei como fazer isso se nao lembro de voce, nao lembro de mim, nao nos reconheço; somos dois estranhos oramai.


terça-feira, 18 de maio de 2010

A Simple Quote


And the puzzle will last till somebody will say
There’s a lot to be done while your head is still young
If you put down your pen, leave your worries behind
Then the moment will come, and the memory will shine

B&S



Na fila do banco

Não sei o assunto de hoje, tenho esperança de que ele surja a medida que vou traçando algumas considerações.
Encontrei um colega da UnB na fila do banco hoje, um colega colega mesmo, sem nenhuma intimidade porém com aquela coisa de "poxa, temos que conversar alguma coisa...".
e o curso? Tá trabalhando na área? Estudando? Atendendo, puxa, legal, consultório? hmm, hmmm...ah sim, especialização, etc. etc e coisa e tal. E assim chegou a vez dele e a conversa se rompeu e soltei um suspiro que não sabia ter guardado dentro de tanta tensão. Não consigo sustentar mais muita coisa. Fingir interesse no destino dos colegas, nos seus consultórios, nos seus entusiasmos pelo começo de carreira, os caminhos que desbravam. Fingir que o fato de eu estar fazendo "pós" quer dizer alguma coisa...é algo fácil de falar e que encerra indagações - pronto, dei satisfação do que estou fazendo com meu diploma! Perfeitamente entendível fazer uma pós e ainda não estar atendendo.
Quando imaginei esse colega em seu consultório, frente a frente com o paciente, naquela intimidade e toda a situação de setting juro que quis vomitar. Não por ele, poxa, ele pode ser um ótimo psicólogo...mas pela idéia toda. A dor do estômago se intensifica...Está virando um buraco que estou cavando para poder sair por algum lado, nem que seja ao avesso.