segunda-feira, 12 de julho de 2010

WRONG

Hora de dormir e estou com medo...na verdade, o dia inteiro senti medo dessa hora. A pressão voltou, a pressão ensurdecedora. Tive tanto medo que nem quis ver quem me ama e quem amo por medo de fazer mal, só de estar perto de mim. 


Ontem. Deitei. Apaguei a luz.
Rolled one way, then the other.
É só questão de tempo, vira aqui, vira ali....
Fique quieta!
E sim, questão de tempo
Bem rapidinhos, eles têm sido.
Voosh to the brain. Voosh to the images and thoughts and sayings.
Nítidos e sufocantes.
Vocês são insuportáveis e respeitáveis. 
Peguei o objeto cintilante, peguei firme nele e vocês sorriram.
Olhei e pedi a deus, ajuda. Aí soube o que fazer.
Sem sorrir entreguei a quem pode cuidar.
Voltei ao centro espírita onde cuidaram de mim com tanto amor a outra semana, onde me passaram tantos recados importantes e acreditei:
Vocês estão aí, como disseram, então toma isso daqui e me proteja. Peque essa cintilação e escondam de mim. 
Se eu pedir, que esteja com vocês e não com eles, vocês terão prudência e carinho. 
Eu não quero me cortar. Nem me machucar. Não quero querer isso.
Não quero machucar ninguém.
Mas então, mas então, por favor.
Por favor, alguém me explique então, porque quero? Porque querem?
Entreguei a maldita faca sem sentido e disse, cuidem.
Logo em seguida, dormi. 


A solução é sempre essa. Dorme - amanhã você vê. Assim vou levando muitas coisas e outras coisas vão sumindo e acalmando. Se extinguem. Não sei, não sei, não haverá uma grande conclusão nem grandes dizeres. Hoje me exauriu.
Posso fazer o mesmo comigo mesma igual que fiz com a faca? 
Olha só, me entrego a vocês, cuidem. Cansei.


Me contaram esses dias da crença indiana de que temos 3 fases na vida...na primeira somos cuidados, na segunda cuidamos de quem nos cuidou e também dos que geramos....na terceira somos cuidados pela sociedade e acabam os deveres familiares. 
Cuidados, palavra que mexe comigo.
Fiquei pensando...Se alguém cuida e é cuidado ao mesmo tempo na primeira fase, não fica com um pouco de crédito na segunda para continuar a ser cuidado? 
Talvez não me sinta tão culpada então de pedir.
I feel completely WRONG today. All wrong. All wrong and inside out and topsy turvey. It scared the hell out of me. Who am I kidding, I have no idea what I'm doing and what's going on. Sometimes I believe that I do, and I probably do, but then days like this come along and it turns around on me. And in the same way I can believe and KNOW what I'm about, in the same old way, I go and NOT KNOW a damn thing. It fades away and I feel cheated by myself. 
When days like these come along, I feel angry, unreliable, fickle, stupid, little and scared. Have I mentioned scared? Lots of memories come knock at the door of people and pains I wish were behind me and I really thought were behind me. Where do they come from? Go away. Wasn't I doing things right and prettifully? wrong! or right? or what?


And it so might happen that tomorrow I might wake up and feel like erasing this in shame, hoping nobody read it because - what was I thinking?
That is very likely and possible and also drives me crazy. What can I write then, what should I write? It already feels embarassing and I still feel what I wrote, imagine when it's not as clear?
Afff, like all the rest, this post feels all wrong too.
Good night!

sábado, 10 de julho de 2010

Filhas, gatos e tangerinas

Minha filha surgiu de novo nos meus sonhos.
Dessa vez eu tive que abrir mão dela para uma outra menina, eu só servi parar gestá-la. Me deixam segurá-la e dou de mamar, surpresa que tenho leite. Ela mama sem problemas e sinto uma emoção tremenda, ela é linda e mama olhando para mim, olhos redondos, azuis e intensos. Quando termina ela vira uma Barbie e tenho que devolvê-la a mãe de verdade com muito pesar.

Devido à insitência desse tema na minha vida onírica, decidi desenterrar mais alguns...

Eu estava grávida e dei a luz a 5 gêmeos. Estava apaixonada por eles...mas algo acontece, estou na cidade, fazendo alguma coisa e acontece um incidente violento/crime comigo no meio do caminho e fica difícil voltar para casa. Estou desesperada por causa dos meus filhos. Consigo voltar e começo a pensar no tanto de gente que ainda precisa conhecer meus filhos...Me sinto cheia de sentido na vida, 5 crianças dependem de mim.

Estava dando à luz e eram gêmeas! Mas de repente o sonho fica distorcido e os bebês são gatinhos, gatinhos pretos e são muitos! Tenho dificuldade de cuidar de todos pois eles já caminham e vão pra tudo quanto é lugar.

Estava na casa do meu pai, no campo, na montanha e estávamos tendo uma reunião de família, só que por parte da minha mãe (eles ainda estavam juntos). Antes da grande ceia de alguma coisa (Natal?) saí para correr pela montanha cheia de prados verde, de modo que não dava para ver além da próxima subida. Corri e corri e corri muito e não me cansava. Fiquei admirada com minha forma física...Nem meus músculos doíam! Na volta, estou carregando um gatinho filhote (não sei de onde saiu) e continuo correndo carregando ele...só que ela vira um filhote de cachorro numa história muito bizarra. Nop meio da corrida passo por um carro-forte que está transportando prisioneiros de guerra, negors. Eles tem que entrar no carro para prosseguir a viagem. um deles tem um cachorro e quando ele vai pegá-lo no colo, um guarda atira e mata o cachorro. O homem fica desesperado de tristeza, o cachorro era o melhor amigo dele. Um outro prisioneiro, vendo o que aconteceu, corre atrás do filhote dele, para que não seja morto também. O guarda atira e atinge o outro cão, o homem continua correndo e pega o filhote nos braços e recebe o segundo tiro do guarda. Ele cai e me pede para cuidar do filhote dele. Ele é largada na estrada, morto. O carro vai embora. pego o cachorrinho ferido e continuo a correr. Agora tenho uma missão, salvar o cachorro! Corro e corro e corro e ele se mexe, tentando sair, o que eu interpreto como um bom sinal, pois ele não está tão ferido assim. Finalmente ele dorme e quando chego na casa, ele é novamente o tal do gatinho preto. Solto ele no jardim para se esquentar no sol e a Laisa está lá brincando com seu cachorro, correndo para lá e para cá. Começa uma chuva torrencial, alagando tudo, e peço pra Laisa pegar o gato para ele não se afogar. ela pega e me dá, continua correndo para lá e para cá com o cachorro atrás dela e com água até o tornozelo. Entro, coloco o  gato numa toalha para secar...vou par ao outro quarto com sol, abro a toalha e o gato vira uma tangerina que está desintegrando, seus gomos estão despedaçando de tão secos. Penso que essa tangerina é minha responsabilidade, ela foi confiada a mim e devo fazer de tudo para que ela fique bem! Junto os pedaços num papel.

Estou grávida e dou à luz a um menino. Ele fica no berçário, quase não o vejo. Acho estranho, porque não me sinto realmente "mãe". Vou levá-lo para casa, ele vai no meu colo enquanto dirijo. Quando paro o carro olho para ele direito - eu penso: "tem bom tônus", enquanto ele se mexe, incomodado. Dentro de casa todo mundo quer ver, segurar. O bebê vira um gato persa, igual à Molly, só que macho Fico preocupada com a reação dela mas eles se dão muito bem, se enroscam. Fico com medo deles estarem atraídos sexualmente. Falo para minha mãe e la diz que não tem problema porque a Molly é castrada.

e etcetera, etcetera, etcetera!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sniffles

sniffle sniffle snot snot coughhhhh sniffle.
You win! You win! I am but an insignificant being next to the grandeur of mother nature and her fluids.
I must confess though, it feels nice to surrender and sink into this underland of paracetamol and  hot drinks and heavy heads on pillows. Therein lies the difference between a cold and the flu. The cold is something you can live with and allows you a reason to slow down and go with the throws of what your body dictates. The flu is just hell and pain and makes you want to see health as soon as possible.

Plugged up in my own little world...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Oh let's get rich!

Oh let's get rich and buy our parents homes in the south of France
Let's get rich and buy everybody nice sweaters and teach'em how to dance!
Let' get rich and build a house on a mountain making everybody look like ants
way up there, you and I, you and I. (Ingrid Michaelson)

Listen here: http://www.youtube.com/watch?v=OvMVCHhwTPs


I feel overwhelmed with the amount of doctors/treatments I'm supposed to be (not) seeing/(not) doing. 
First of all, my mother's eternal battle and push and shove for the Dermatologist-God. "Você não vai não? Vai minha filha, vai...você é tão bonita com esse rosto assim...vai por mim, vc não vai querer ter 50 anos e um rosto esburacado e pensando "eu devia ter ido quando era jovem""!  MEDO. Além da chantagem emocional que está implicada ai...
Then there's the neurologist/acupunturist/therapist/general clinician for blood work. I don't have the faintest idea of where to start and the slightest motivation to get informed. It's just too much. People pro medicine, people wary of medicine, people pro acupuncturists, people who defend neurologists, people with horrible neurologist experiences, people who don't care about my pimples and my mom who scrutinizes every inch of skin (and me, scared of being a hideous 50 year old). Pills for this, pills for that, pills for getting off pills, pills to help with side-effects of other pills, pills that don't allow themselves short-term usage, why not, why not, why not...? stuck. And really, in the end, it's all an experiment because nobody's sure of anything. Just dandy!


What about...
I dream of getting out of here and out of the symmetrical roads and avenues that make up this city and going you know where.
I dream of leaving behind the psychiatrist and the hundreds spent on that each month, dream of having this be just a bad dream and not 7 years of drug polemics. Start over. Give my body a new chance to try again in its purity. 
Dream of speaking/living/breathing another language, working somewhere I could have never imagined (and therefore never feared) and taking subways and buses with that liberating feeling of independence that so makes me glow. 
Let's get rich and go to Italy! Now we're talking...


Well you might be a bit confused
And you might be a little bit bruised
But baby how we spoon like no one else
So I will help you read those books
If you will soothe my worried looks
And we will put the lonesome on the shelf!




segunda-feira, 5 de julho de 2010

French Bubbles

My brain is bubbling with French now. Actually, bubbling with grammar world-wide. It sparks me to life as new vocabulary enters my neural connections and my world can make sense in different languages. Fascinating. Fascinating to give someone this view through teaching, as well. Teaching the basic "I eat, I don't eat, Do you eat?" may seem boring but to me it's nothing short of a miracle, like hearing a baby gurgling its first words. Where and what is the magic step between exposure, teaching, repeating, learning and KNOWING? 
Whatever it may be, I love it.
craindre, peindre, devoir, faire, tenir, venir, aller, falloir, vouloir, connaître, avoir, savoir, partir, choisir, épeler, acheter, voyager, bouger, travailler, visiter, accepter, aimer, étudier, habiter, parler, manger.
Sont le mons que vont tres bien ensemble, tres bien ensemble


BTW, for all you language users, learners and lovers, here's one of my favorite and most used sites ever: www.wordreference.com. Check it out...


My dizziness ensues. Let me try this out...J'ai mal à la tête! Oh la lá!
If I try to describe what I've been feeling of late, I'm pretty sure I'll get strange looks followed by inpatience followed by no importance given to the hysterical psychossomatic woman. It feels like something I could call a headache but I know it's not, for it feels like a hole opening up in the middle of my brain, making me dizzy and nauseous. It variates in intensity throughout the day but it's always THERE, just THERE, pulsating and waiting. Then it clenches and squeezes and opens the hole even more and suddenly, where is it? At one point this afternoon, I didn't feel real to myself, I felt like I was floating away and disappearing. I seriously felt fretful for my sanity and even let myself pronounce outloud "Do I exist?". Of course noone caught on or understood my question and I quickly changed the subject into something else. 
None of what I've been living feels real to me. Everything is going well, everything is going smoothly and fresh-yogurtly, yet I have trouble assimilating that it is me in this body and in this life. I see the scenes of my life through some weird mechanism in which I know that is nothing more than memory a few minutes from then, where I know that I can hear, but that doesn't necessarily mean listen. Same for looking and seeing. The more I am learning to just be, guiltless and freely, the more I feel like I'm fading away. Floating, fading, fading, floating.
M'envole, m'effacer
au revoir!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tabitha

Começa aqui a série "Meus Gatos". Está mais do que na hora de apresentá-los ao mundo e para a mamãe orgulhosa ser enjoada e falar de seus filhotes amados.



Tabitha é a primeira do trio e veio alguns meses depois de minha querida Molly falecer de leucemia felina. A escolhi entre os vários gatos esquecidos para adoção no hospital por sua pelagem e seu ar de Lady desde pequena.
Rainha das poses extravagantes, do deliciar-se em meio a cobertas e superfícies macias, Tati-bi-tati é a única felina que conheço que pede para ser escovada e se retorce de prazer ao ser massageada e prumada.
Como boa filha mais velha vela pelos outros dois caçulas e meninos, além do mais. Olha com ares de moça desde seu posto no alto enquanto os outros dois se debulham em brincar de brigar e derrubam objetos pela casa. Me coço para imaginar o que passa pela sua cabeça quando fica nesse estado de observação tão centrada.
Fique de barriga pro alto que logo ela vem e se acomoda em cima, olhares expectantes em busca de mãos que acariciem. Com firmeza e carinho ela indica os lugares prediletos, debaixo do queixo e atrás das orelhas e com graça aceita quando o momento acaba e simplesmente se afunda no sono pós-mimos.
8 da manhã é o alarme que vem e pacientemente (ou as vezes nem tanto) avisa que o  nível de ração fresca está alarmantemente baixo.
Dormir junto com ela é um dos prazer mais gostosos que há, fale a verdade, quanta paz pode existir dentro de um gato só?
Amo-lhe amo-lhe!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ser-Humanismo

Humanismo.
Ser-Humanismo.

Movimento, Filosofia, Rogers? De qual Humanismo devo falar, do que alcança desde quando o homem começa a pensar sua condição enquanto homem ou talvez daquele que os psicólogos tendem a abraçar quando brigam com as dinastias do Comportamentalismo e da Psicanálise? Devo entrar nas artes, no movimento brilhante do Renascentismo, da literatura, da política...da mudança da sociedade ao longo dos nossos tantos milênios?

Explicações: Fui incumbida de escrever sobre esse singelo assunto para o próximo trabalho intermediário do curso de especialização e mesmo antes de me aprofundar nas leituras e pesquisas que antecedem a escrita, senti um ligeiro apavoramento. Não via maneira de abordar esse assunto nem jeito de começar pois tudo escapava ao meu jeito usual de pensar (ou até me interessar) pelas coisas. Então comecei escrevendo como se estivesse escrevendo só pra mim, tal como já faço...e as coisas começaram a acontecer. Respiro aliviada a ter uma base em cima do qual elaborar meu texto. Agora é só incluir as referência que dizem tudo isso que eu digo e estamos prontos! :P (Tem muito mais texto mas para os propositos de um blog coloquei só essa parte).

Acho que esbarro em uma questão antes de esbarrar em “o que é o Humanismo”? que é o tal do “O que é o ser humano?”. Aí começo a ver um caminho para começar a escrever.
É a visão do ser humano que diferencia um “ismo” do outro. Como é vista essa coisa que sou eu, que somos todos nós? Nessa sentido, seja qual for o Humanismo a qual nos referimos, a resposta transforma o “que” dessa pergunta a “quem”. Quem é o ser humano? Palavra que tranforma a pergunta e mostra todo o pressuposto que subjaz tal mudança: deve-se falar do humano a partir do humano.

Como assim, falar do humano a partir do humano, que doidera?  Não é óbvio que fazemos isso?

Não. 
Esse “quem” traz a tona a naturalização que carregamos dentro de nós de que deve-se estudar todas as coisas segundo o modelo das ciências naturais que se embasam na filosofia positivista. Nesse modelo a verdade está aí no mundo, fora de nós, e para alcançarmos a verdade devemos sistmatizar o estudo em métodos que permitem o olhar objetivo sobre ela. Tiremos o tal do subjetivismo que atrapalha a nossa neutralidade e nossa capacidade de chegar a verdade.
 Já naturalizamos que para algo ser ciência, a objetividade deve reinar e deve-se fazer a cisão entre o quem estuda e o que é estudado. Quando abordamos as ciências humanas, porém, temos um dilema natural: o que fazer quando  “quem” observa e o “que” é estudado são a mesma coisa? Onde cabe a objetividade, onde está o objeto? Ao reformular a pergunta em “quem é o ser humano”, cria-se outro caminho para o conhecimento. Esse caminho não ignora as questões expostas acima mas simplesmente não as torna em problema. A resposta é – estudaremos o ser humano com o pressuposto de que é um ser humano. Além disso, é um ser humano que se debruça sobre si mesmo e tem todo o direito e fazê-lo tais como as mãos de Escher que se desenham e são desenhadas. Apreciemos o paradoxo de sermos como somos!