sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tabitha

Começa aqui a série "Meus Gatos". Está mais do que na hora de apresentá-los ao mundo e para a mamãe orgulhosa ser enjoada e falar de seus filhotes amados.



Tabitha é a primeira do trio e veio alguns meses depois de minha querida Molly falecer de leucemia felina. A escolhi entre os vários gatos esquecidos para adoção no hospital por sua pelagem e seu ar de Lady desde pequena.
Rainha das poses extravagantes, do deliciar-se em meio a cobertas e superfícies macias, Tati-bi-tati é a única felina que conheço que pede para ser escovada e se retorce de prazer ao ser massageada e prumada.
Como boa filha mais velha vela pelos outros dois caçulas e meninos, além do mais. Olha com ares de moça desde seu posto no alto enquanto os outros dois se debulham em brincar de brigar e derrubam objetos pela casa. Me coço para imaginar o que passa pela sua cabeça quando fica nesse estado de observação tão centrada.
Fique de barriga pro alto que logo ela vem e se acomoda em cima, olhares expectantes em busca de mãos que acariciem. Com firmeza e carinho ela indica os lugares prediletos, debaixo do queixo e atrás das orelhas e com graça aceita quando o momento acaba e simplesmente se afunda no sono pós-mimos.
8 da manhã é o alarme que vem e pacientemente (ou as vezes nem tanto) avisa que o  nível de ração fresca está alarmantemente baixo.
Dormir junto com ela é um dos prazer mais gostosos que há, fale a verdade, quanta paz pode existir dentro de um gato só?
Amo-lhe amo-lhe!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ser-Humanismo

Humanismo.
Ser-Humanismo.

Movimento, Filosofia, Rogers? De qual Humanismo devo falar, do que alcança desde quando o homem começa a pensar sua condição enquanto homem ou talvez daquele que os psicólogos tendem a abraçar quando brigam com as dinastias do Comportamentalismo e da Psicanálise? Devo entrar nas artes, no movimento brilhante do Renascentismo, da literatura, da política...da mudança da sociedade ao longo dos nossos tantos milênios?

Explicações: Fui incumbida de escrever sobre esse singelo assunto para o próximo trabalho intermediário do curso de especialização e mesmo antes de me aprofundar nas leituras e pesquisas que antecedem a escrita, senti um ligeiro apavoramento. Não via maneira de abordar esse assunto nem jeito de começar pois tudo escapava ao meu jeito usual de pensar (ou até me interessar) pelas coisas. Então comecei escrevendo como se estivesse escrevendo só pra mim, tal como já faço...e as coisas começaram a acontecer. Respiro aliviada a ter uma base em cima do qual elaborar meu texto. Agora é só incluir as referência que dizem tudo isso que eu digo e estamos prontos! :P (Tem muito mais texto mas para os propositos de um blog coloquei só essa parte).

Acho que esbarro em uma questão antes de esbarrar em “o que é o Humanismo”? que é o tal do “O que é o ser humano?”. Aí começo a ver um caminho para começar a escrever.
É a visão do ser humano que diferencia um “ismo” do outro. Como é vista essa coisa que sou eu, que somos todos nós? Nessa sentido, seja qual for o Humanismo a qual nos referimos, a resposta transforma o “que” dessa pergunta a “quem”. Quem é o ser humano? Palavra que tranforma a pergunta e mostra todo o pressuposto que subjaz tal mudança: deve-se falar do humano a partir do humano.

Como assim, falar do humano a partir do humano, que doidera?  Não é óbvio que fazemos isso?

Não. 
Esse “quem” traz a tona a naturalização que carregamos dentro de nós de que deve-se estudar todas as coisas segundo o modelo das ciências naturais que se embasam na filosofia positivista. Nesse modelo a verdade está aí no mundo, fora de nós, e para alcançarmos a verdade devemos sistmatizar o estudo em métodos que permitem o olhar objetivo sobre ela. Tiremos o tal do subjetivismo que atrapalha a nossa neutralidade e nossa capacidade de chegar a verdade.
 Já naturalizamos que para algo ser ciência, a objetividade deve reinar e deve-se fazer a cisão entre o quem estuda e o que é estudado. Quando abordamos as ciências humanas, porém, temos um dilema natural: o que fazer quando  “quem” observa e o “que” é estudado são a mesma coisa? Onde cabe a objetividade, onde está o objeto? Ao reformular a pergunta em “quem é o ser humano”, cria-se outro caminho para o conhecimento. Esse caminho não ignora as questões expostas acima mas simplesmente não as torna em problema. A resposta é – estudaremos o ser humano com o pressuposto de que é um ser humano. Além disso, é um ser humano que se debruça sobre si mesmo e tem todo o direito e fazê-lo tais como as mãos de Escher que se desenham e são desenhadas. Apreciemos o paradoxo de sermos como somos!





quarta-feira, 30 de junho de 2010

Meu novo caderno

Comprei um caderno hoje.

Caderno com cheiro de novo, com páginas que pedem uso, pedem tinta e texto. I think I'm in love with it. :)
Caderno com promessa de novos estudos, nova dedicação e interesse. Se fosse possível, acho que fadinhas e duendes voariam em volta desse caderno. Ou melhor, purpurina com gosto de serotonina.

E é assim...os dias passando, a copa copando e eu blogando. Pisando em bolas e fazendo gols com outras. Yep, I'm a whole new other kind of strong girl now. Ah sim, pros que ficam curiosos, estou conseguindo sentir emoções novamente, aquela seca já estava me drenando de energias, rachando a pele como o chão do nordeste. Choro, rio, fico serena, fico entediada, sorrio, não sinto grandes coisas, medo, amor, vergonha, alegria e por ai em diante...Ou seja, tudo beleza as it should be.  Vendo novos rumos de forma mais concreta, meus insights do parque (veja dois posts atrás) deram frutos e confio como quem começa a confiar na vida depois de muito tempo, de forma cautelosa. Vendo planos, juntando e gastando grana, sonhos e caminhos...Contruindo a cama, como diz o outro.
Glitter smells of promise!

Nesse espírito, mudança de formatação e cores! 

domingo, 27 de junho de 2010

Sunday Musings

I believe we all desire fresh starts every now and then, to scrub away the layers of habits, mistakes, frustrations and old settings and begin anew. I keep mentioning "breakage" for I yearn for a new start and fantasize about leaving this city and even the country; everything is engrained with something else that I wish to forget. Break free, that's what breakage would be. In previous "breakage" rants, I have given away almost all of my clothes, burnt about 10 journals or left for Europe on a three month scavange hunt for somewhere I could belong.
Alas, none of it really did the trick, although that is not to underestimate the powers of semi-breakage.
The next best thing, I guess, is to try to make the changes I imagine I would make if suddenly I found myself in a brand new life. What would they be? I would eat better? I would have the guts to go out and make a life for myself? I would study what I wanted without worrying about my parent's approval or anybody else's for that matter? I'd wake up? I would take better care of myself, I'd be happy?

So why not now?

What are these chains that weigh me down with every step and make me doubt, hesitate, give up and sleep?

'Tis an uncanny mystery it is...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Well I believe it's love that's hiding here














We find love it's hiding here
In the darkness in the shadows
Maybe it's up to you and I
To bring it to the light
Love when I approach the tears
They fall like rain
You tell me baby your heart's into a thousando pieces
-DMB

O ritual de escrever. Ou melhor, o ritual de finalmente sentar para escrever. Falando nisso, esqueci de botar a água para ferver, a do café básico...Já volto.
(leitores, ouçam os passinhos que vão até a cozinha, a água da torneira na chaleira, o estalo do fogo elétrico acendendo....uma pausa para pegar um biscoito...passinhos de volta ao computador).
Sim, onde estava? O ritual de escrever que agora inclui o café, dedutivamente (se não sobre-estimo a inteligência dos acima referidos leitores). 
O ritual inclui também a tentativa de fechar todas as outras janelas que teimam tanto em ficarem abertas 
* cough cough gmail cough facebook cough msn*
Cough...Escolher um playlist do itunes e deixar rolar. 
Claro que tudo começa com uma inspiração ou uma coceirinha que diz, "preciso escrever!!"

Pausa para o feitio do Nescafé...
(imaginem o que queiram, podem até aproveitar para irem no banheiro.)
Voltei.
Agora sim, tudo pronto. 

Hoje teve aula de inglês e tive a honra de escutar da minha aluna que ela pretende continuar por um bom tempo, não só até a viagem até London in November. 
"Nãaao, você ainda vai ter que me aturar por um bom tempo!!"
 Sorri com um prazer e até com vontade de rir pois imaginava que ela que tinha que me "aturar" no meu aprendizado como self-invented teacher. Se ela soubesse que é peça crucial no meu novo momento de redefinir rumos, minha cobaia existencial, eu que teria que pagá-la pelos nossos encontros. 

Insights são coisas bizarras e conseguem surgir em momentos inesperados tal como em meio a uma caminhada forçada no parque às 16 horas de uma quinta feira. Sofri um ataque de insights encadeados e tive que me forçar a respirar para dissipar a sensação de leveza extrema da cabeça. Foi uma espécie de conexão a outro plano onde tudo fica claro, CLARO e tal como o sol após muita sombra, cega e desnorteia. Cuidei para não perder o fluxo e para não me deixar empolgar demais também em um ataque semi-maníaco de querer salvar o mundo. Tal como os fluxos que levam para baixo, a mediunidade também abre portas para fluxos de entidades que trazem valiosas contribuições. Esses "fluxos" me ocorrem com frequência porém nunca planejados e, quando ocorrem, sei identificar direitinho que é um momento sagrado e que alguém está falando diretamente comigo. 

Eu sei, eu sei, curiosos para saberem o que é que foi dito e ouvido, né? Sinto muito decepcionar, mas isso ficará comigo. Difícil demais descrever e difícil demais transmitir a sensação que acompanha que, para mim é o mais importante, pois eu já tive os pensamentos milhões de vezes, mas eram sempre hipóteses, dúvidas, hesitações, passageiros. Esses outros pensamentos são fortes, ditados, causam uma alteração física e de consciência e estão imbuídos de tanto sentido que não há dúvida. Faz sentido, faz sentido com toda célula do corpo tal como a fé. 
Foi assim que eu decidi ficar no Brasil e fazer vestibular, baseado em um momento desse de influxos poderosos. Estava no centro espírita antes da palestra começar, com a mente matutando meu eterno dilema, o que fazer o que fazer o que fazer após o segundo grau? Me veio em uma frase simples (por isso digo, não é o que é dito, é a sensação):

Fique aqui.

Eu lembro direitinho. Estava olhando pro chão quando escutei essas duas palavras. Foi tão nítido que levantei a cabeça e olhei para trás. Tive um momento de "Que??" e imediatamente eles reforçaram:

Fique aqui. 

Como quem disse, é isso mesmo que você ouviu. Ok, certo, duas palavras. Mas imaginem o seguinte: Eu, que por tantos meses antes disso estava em crises contínuas de ansiedade/pânico/possuída pelo demônio e afins, pela primeira vez em muito tempo, derreti de alívio. Literalmente, derreti, manteiga ao sol. Pois foi sol, foi luz e calor e sentido para minha alma. Me senti tão esperançosa, acolhida e BEM. Tanto faz que saí de lá e aos poucos o sol foi perdendo a força e que eu não fazia IDÈIA do que seria "ficar aqui", mas eu sabia que era isso. Fique aqui. E deu certo, fiquei. 

Enfim, o que queria dizer nem sei mais o que era. Sentei para escrever com outro tema em mente e fui por esses caminhos. Tudo bem, viva o escrever fenomenológico! (uuur!)

Minha mãe me ligou hoje com a voz vulnerável e amedrontada pedindo o número do meu psiquiatra. Pedindo ajuda, porque está reconhecendo sua dependência nos ansiolíticos (são anos, se não mais de uma década, de uso/abuso) e os ataque de pânico estão voltando. 
Parece que estou mudando de assunto mas não estou. Está tudo ligado.
Receber essa ligação me fez lembrar alguns anos atrás e a crise que ela teve após o término do namoro super-conturbado e doentio. Passei quase um ano cuidando dela feito criança, ou melhor, feito depressiva, tendo que engolir a raiva e ressentimento que sentia ao  me dar conta que eu estava fazendo por ela o que ela não pode fazer por mim quando eu passei por algo similar. Nessas horas ou se cresce ou se amargura para o resto da vida, vou te contar. Rezava todo dia para ter essa força de encarar a situação com maturidade e caridade no coração. Ela não conseguia sair de casa e todas as funções que antes ela fazia minimamente agora estavam zeradas. A casa virou minha, junto com as compras e cozinha e afins. Quando ela não conseguia de jeito nenhum evitar ter que ir ao trabalho tinha que dirigir por ela e ela pegava na minha mão e pedia "desculpa, desculpa"
O auge foram momentos em que ela me pegava para sentar ao lado dela na cama (tudo a meia luz) e começava a falar e falar e falar. Primeiro, detalhes do relacionamento dela com esse tal ex: das traições, das cenas trágicas, da vontade de matá-lo, dos planos para matá-lo, os pesadelos que ela tinha, as palavras sórdidas trocadas entre eles...Coisas que eu não queria ouvir e me feriam mas ela pedia, preciso falar com alguém. Segundo, do passado e de segredos de família que ela decidiu tinha chegado a hora de desvelar, tudo para conlcuir que era por isso que eu e minha irmã não amavam ela como mãe e ela merecia nosso des-amor. E finalmente, finalmente, as crises suicidas onde ela declarava com a voz pingando de dor que precisava se matar porque ela não aguentava, que sabia que iria sofrer do outro lado, mas que seria melhor porque ela poderia se render e não precisaria tentar mais. Eu escutava e o desespero tomava conta, desespero e raiva. "Mãe! Você está vendo isso aqui? EU? Segurando sua mão, te escutando, te cuidando? Tudo bem, você quer morrer para se render mas você está esquecendo, do outro lado não vai ter isso, não vai ter ninguém para segurar sua mão!"
Ela melhorou, sim, isso faz 3 anos aproximadamente. 
Isso tudo me leva ao insight no parque. Estou em altos debates comigo mesma de como fazer para deixar meu "trabalho" na Animax de lado e me perguntando qual é minha função lá e qual a dificuldade de enfrentar esse assunto com minha mãe. E ficou claro. Eu sou o ansiolítico dela. 
Ontem ficou claríssimo, pois ela descompensou com uns problemas com funcionários e eu precisei redigir a carta que ela queria entregar a todos, carta que ela ditava gaguejando e tremendo e interrompido por ataques de raiva e irritação com qualquer um, inclusive eu. Aí lembrei dela me abraçando uns meses atrás e dizendo que era tão bom me ver na Animax e trabalhar comigo, pois a minha presença a acalmava, era conforto. 
A minha presença lá enquanto "assistente direta" é só um meio disfarçado de ter um bichinho de pelúcia sempre ao alcance. Quando saímos para almoçar ela treme e pede abraços, me dá um abraço, filha
A volta dos ataques de pânico me assusta. 
Na verdade, sei que eles sempre estiveram aí, latentes, mas o uso do ansiolítico conseguia mascarar e driblar os momentos de quebra. 
Outro insight: Enquanto ela não admitir cuidar de si mesma e ser cuidada, eu nunca terei liberdade para fazê-lo eu mesma sem sentir que estou traindo-la. Meu uso de medicação, terapia, amizades, estudos, qualquer coisa - só faz com que ela se confronte com ela mesma e sua maneira de lidar com a vida e consigo mesma. 


Volto ao ponto ao qual quero chegar. Esses insights serviram para desencadear outros, tal como uma chave que abre o primeiro portal e libera águas poderosas que por si mesmas conseguem abrir as outras portas. Tudo flui quando tenho certas clarezas. Se me libero da culpa e sentimento de lealdade irracional a ela, vejo minhas vontades e meu caminho. Sinto sentido para mim mesma.

Agora estou esperando um tanto quanto apreensiva que ela chegue em casa e me conte se conseguiu marcar uma consulta. Espero um tanto quanto apreensiva que ela perceba meu novo fluxo e retomada de ânimo e se sinta abandonada. 
Preciso que você acredite,
Te amo, mãe. 



So here we are all of us stand around
We're leaning heavy on each other
Always wondering what is it that lies behind
The worried eyes of one another

Well I believe it's love that's hiding here
deep inside both you and me
Maybe it's up to you and me to share it with the light





segunda-feira, 21 de junho de 2010

Frozen

Oh Dear Lord, I've just spent an entire HOUR fooling around with layouts and themes and such...to arrive at the conclusion that I'm too undecisive for change to be a good thing right now. 

:/

That is my exact face at this exact moment.
As I so craftily described to Mon Cher, today was bleh. "Bleh" is exactly what it was (my talent for precision is scaring me). Practically unexistant in its blehness. My nap after work basically erased this day out of existance, as have all my naps recently - highly amnesic powers. 
That's just it, I'm neither here nor there, neither happy nor sad. Just AM. And it scares me half to death that nothing is going on. Could it be I'm addicted to the drama of life and of breakdowns? Could it be that Pristiq and Lexapro have got it together so as to save my brain from any strong emotion? All I feel is PRESSURE. Intracranial and chest pressure. I start to get bugged about something and I have a hard time breathing and then I have a hard time thinking and concentrating and all I can do is wish for sleep. It's plain body talk skipping the mental manifestations. It feels like my brain has descarted me in the whole process: "It's quite alright milady, we won't be needing you from now on" (don't know why it came out with a Brittish accent...).

Wednesday I go back to the psych's office and I feel like hitting my fist against the table and saying, HEY, where's all my emotion? I'm uncannily manageable ALL OF THE TIME. Manageable, not to be mistaken with normal or mature. No room for unstable, no room for grieving or fretting. Blank stares. However, to hit a fist against a table requires a certain dose of indignation and rage and blank stares aren't really there, are they?

I'm telling you, I need a BREAKAGE. I don't know if that's a word, but it's what I need. I need something to break, I need some of this same old same old to be OVER in some drastic way that would mean something to me and that could make me snap out of this daze. I could even settle for it being me who breaks, but then again, blank stares don't really go there...

domingo, 20 de junho de 2010

O retorno

Algumas memórias da viagem Europa 2008...Essa viagem foi gestada por muitos meses durante o último semestre na UnB, um hiato de 3 meses (setembro-novembro) em busca de respostas, distância e descanso. Sem saber, acredito que também fui em busca de solidão, apesar dos amigos. A seguir, um dos últimos trechos escritos sobre a maratona de retorno.

29 de novembro, 2008 - Congonhas, SP
è spaventoso - guarda:

de avião
BSB-RJ AEROPORTO
de avião
RU-CDG PARIS AEROP.
de avião
CDG-MXP MILÃO AEROP.
de Pullman
MXP-MILANO CENTRALE
de trem
MILANO CENTRALE-BOLOGNA CENTRALE

                                                   Le Bici di Bologna

                                         Estação de Vaporetto em Veneza

                                          Pés em Giardini Margherita

Dentro de Bologna - Bicicleta, trem, a pé e ônibus
de trem
BO CENT.-MIL CENT.
de Pullman
MIL. CENT - MXP
de avião
MXP-MADRID AEROP.
de metrô 
MAD AEROP-MARTHA'S HOUSE
de metrô
em Madrid- a pé e metrô
                                                           España!
                                  Madrid - Cansada na frente do Palácio Real

MARTHA-ESTAÇÃO TREM MADRID
de trem
MADRID-ESTAÇÃO SALAMANCA
em Sal- a pé 
                                              Serelepe em Salamanca
         
                                       Esperando o trem em Salamanca

ESTAÇÃO SAL-EST. MADRID
EST-MADRI-MARTHA
MARTHA-ESTAÇÃO AUTOBUS MADRID
EST. MADRID-ESTAÇÃO AUTOBUS GRANADA
de taxi
EST. GRANADA-APT
Em Granada - a pé, a pé, a pé...
                                             Ruelas árabes de Granada
                                              Caminhadas pelas Sierras

                                                      Vistas de Granada

de ônibus
APT-EST.GRANADA
EST. GRANADA-EST. MADRID
de metrô
EST MADRID-AEROPORTO MADRID
de avião
MADRID-CDG PARIS
de trem
CDG-GARE DU NORD
de metrô
GARE DU NORD- HOSTEL
                                  Em Paris - metrô, a pé, a pé, a pé... e frio!

HOSTEL- GARE DU NORD
GARE DU NORD-CDG
CDG-MXP
MXP- MIL. CENTRALE
MIL. CENTRALE-HOSTEL
                                               Ultimo dia em Milão
HOSTEL-MIL CENT.
MIL. CENT.- MXP
MXP-GRU SP
GRU-CONGONHAS
CONG-BSB
AEROP. BSB - CASA!

Esses foram todos os meios de transporte dessa viagem.

...

*ESTOU EXAUSTA*

Não quero mais ver outro avião, estação, bilhete, fila, aeroporto. Falta mais uma hora para embarcar e aí acabou. Acabaram os 3 meses. Granada, Bologna, Salamanca, Madrid, Paris, Milão... Acabou a neura dos 20 kg...Em Milão meu último ato foi de mandar a FANCULO os kgs e tirei TUDO da mochila e enfiei na mala, casaco e tudo! No casaco! No scarf! No mittens!  Momento de glória!
Comprei tudo que podia para gastar os últimos 35 euros no aeoropoto e fui feliz. 
Não reconheço meu corpo, quebrado e estressado. 
Ontem passei o dia numa freakin NEVASCA em Milão com sapatilhas que ficaram ensopadas e passei 5 horas de pés molhados com uma neve assutadora que virava slush ao chegar no chão. Calça molhada trambém. Só rindo e muito. :P

                                                       A Nevasca

                                                       As sapatilhas 

Claro, o vôo atrasou e eis aqui eu em Congonhas, "reacomodada" pela TAM para outro vôo até BSB. 
Mas agora taquei o foooda-se, tudo é muito gracioso! Apego as coisas materiais é uma merda, descobri que menos é MUITO MAIS, que o diga meu ombro e minhas costas comprimidas, devo ter perdido uns 5 cms nesse últimos 3 dias.

Muitas emoções rolando tudo ao mesmo tempo. Aquilo de "Italiaaa, Italia", aquilo de "Aaah, eu estava almoçando em Paris algumas horas atrás!", aquilo de "Estou no Brasil??"
Aquilo de "Euuuuuuu?? Eu? Eu dei conta disso tudo? De me virar tanto sozinha num continente inteiro? De pegar quase todo tipo de transporte sozinha? Só faltou navio praticamente. De planejar e reservar tudo e pagar e gerenciar dinheiro e cuidar de mim mesma?  
Eu!
Sonhei que estava mega-grávida, 9 meses, com um vestidinho muito bonito. Sinto dores estranhas e estou com minha mãe, Paula e a Raquel e comento das dores. Pergunto se é normal. Elas não estão preocupadas e dizem que sim. Estou muito descomfortável mas orgulhosa da barriga. 
Eu!


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back in BSB...

 Sometimes I still feel like I'm at some gate waiting for my boarding call.